09/06/2017 07h45

A comissão criada na Assembleia Legislativa para apurar denúncias da JBL envolvendo o atual governador e os dois que o antecederam deve se transformar em CPI. Entretanto, as investigações devem se estender apenas até ao governo de André Puccinelli (PMDB), uma vez que os fatos determinados a serem apurados limitam-se entre os anos de 2010 a 2017. Com isso, Zeca do PT, citado na delação do empresário Wesley Batista, fica de fora desse pente fino.

Estaca zero

Um encontro do PMDB de Mato Grosso do Sul para discutir as eleições de 2018 foi adiado em razão de denúncias da Lama Asfáltica terem atingido o coração do partido. Havia por parte de André Puccinelli a intenção de anunciar se seria ou não candidato em uma reunião prevista para o dia 1º de julho. No entanto, uma das fases da operação acabou frustrando os peemedebistas depois que o ex-governador foi forçado a usar tornozeleira eletrônica durante alguns dias.

Implosão

Mas os problemas do PMDB não se restringem apenas aos fatos aqui no Estado. Em nível nacional, a legenda vive o martírio de ter figuras exponenciais sendo denunciadas ou presas pela operação Lava-Jato. Poucos nomes de prestígio da legenda escapam dessa onda, entre os quais o senador Waldemir Moka (PMDB-MS). Isso sem contar a situação do presidente Michel Temer (PMDB-SP), envolto em graves denúncias e que podem culminar com a perda do seu mandato. Mudar esse quadro não é tarefa fácil.

Excessos

Os prefeitos deram início a uma ofensiva na tentativa de convencer os conselheiros do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) a mudarem algumas de suas decisões que, segundo eles, acabam engessando a administração pública.A maior queixa dos gestores é com o que classificam de ‘excessos’ de autuações e multas vindas da Corte Fiscal, mesmo diante das dificuldades que eles vêm tendo no início de seus mandatos.

Bom senso

O presidente da Assomasul, Pedro Caravina, diz ter sido procurado por vários prefeitos reclamando de punições exageradas por conta de pequenas falhas cometidas por servidores de gestões anteriores e que sequer trabalham mais nas prefeituras. “Os prefeitos estão praticamente no começo de seus mandatos e têm dificuldade em administrar seus municípios por conta de algumas resoluções do Tribunal de Contas. É preciso bom senso”, pondera Caravina, ao sugerir a flexibilização de algumas medidas punitivas.

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