22/10/2019 09h13

Polícia Civil espera laudo da reprodução simulada feita no dia 30 de setembro. Expectativa é que inquérito seja relatado assim que resultado chegar. DH apura se tiro partiu de PMs

G1

O inquérito que investiga a morte da menina Ágatha Félix, de oito anos, será prorrogado por mais 30 dias. A menina morreu no hospital no dia 22 de setembro, um dia depois de ser atingida por estilhaços de uma bala de fuzil no Alemão, na Zona Norte do Rio. A investigação da Polícia Civil começou no mesmo dia.

A Delegacia de Homicídios da Capital espera pelos resultados do laudo da reprodução simulada realizada no dia 30 de setembro. O prazo para que esse laudo seja finalizado deverá ser de 10 a 20 dias. Internamente, há cobranças para que o inquérito seja relatado até o início de novembro.

No dia 2 de outubro, o G1 apurou que a hipótese considerada mais provável pela polícia é de que o tiro que acertou Ágatha foi disparado por um dos PMs que estava na região próxima à van onde estava a menina.

A polícia investiga se o projétil acertou em um poste e um dos fragmentos passou pelo banco de trás de uma Kombi e acertou a menina de oito anos.

Um laudo já liberado pela polícia evidenciou que o fragmento, retirado do corpo de Ágatha ainda no hospital, é compatível com o tipo fuzil. Não foi possível, no entanto, determinar o “calibre nominal da arma”, pelo fragmento ser muito pequeno.

Notícia falsa

Recentemente, houve mensagens nas redes sociais afirmando que um segundo laudo apontava que o tiro não partiu da arma de PMs. A notícia, no entanto, é falsa.

A própria Secretaria de Estado da Polícia Civil do Rio de Janeiro classifica a mensagem como um boato. E informa que não houve um segundo laudo além do divulgado em setembro, que concluiu que o fragmento retirado do corpo da menina não pode ser usado para o confronto balístico, capaz de identificar a arma de onde partiu o tiro. As investigações continuam em andamento.

Versões

As testemunhas civis ouvidas pela Delegacia de Homicídios da Capital dizem que ouviram dois disparos e garantiram que não havia confronto entre policiais e traficantes no momento em que Ágatha foi baleada.

Dois dos policiais já ouvidos pela polícia que participaram da reconstituição, no entanto, contaram que um homem na garupa de uma moto atirou contra eles.

Por causa disso, eles teriam disparado ao menos duas vezes, revelaram o G1 e a GloboNews.

O local onde Ágatha foi baleada, segundo fontes da investigação, tinha sinais de confrontos antigos e recentes.

A primeira versão oficial da PM dizia que bandidos atiraram de múltiplos pontos dentro do Alemão, e que por isso os policiais reagiram.

Ágatha Félix, morta por bala perdida no Alemão — Foto: Reprodução

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