09/09/2019 09h21

Apesar do setor de celulose ser um dos que mais contratou, fechamento da Mabel ainda impacta nos números da cidade, que tem saldo negativo de 40 vagas no acumulado de janeiro a julho

Gisele Berto

A Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS) divulgou hoje, 9, o Radar Industrial de julho de 2019. O documento mostra como o setor industrial se comportou no período, contratações e demissões, e estabelece um ranking por cidade em relação ao saldo de empregos.

De acordo com o documento, as indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública abriram, no período de janeiro a julho deste ano, 2.119 novos postos de trabalho, o que eleva para 123.146 o número de trabalhadores empregados com carteira assinada na indústria até o momento.

O saldo positivo obtido no período de sete meses deste ano é resultado de 35.914 contratações e 33.795 demissões.

TRÊS LAGOAS E PARANAÍBA

Apesar da Federação comemorar os bons números em 44 cidades do estado que fecharam com números positivos, outros 29 municípios continuam amargando números ruins.

Em Três Lagoas, apesar do setor de celulose ser um dos que mais contratou no período, (+298 vagas), o fechamento da Mabel ainda impacta no balanço. O setor de fabricação de biscoitos foi o que apresentou os piores resultados do ano, com 338 vagas negativas . Com isso, a cidade ficou no vermelho, com salgo negativo de 40 vagas.

O fechamento da Marfrig em Paranaíba fez com que a cidade ficasse com o pior índice de saldo de empregos do estado, com saldo negativo de 438.

BALANÇO

O saldo positivo dos primeiros sete meses deste ano pode ser creditado às indústrias de alimentos e bebidas (+822), da construção (+700), química (+378), do papel, papelão, editorial e gráfica (+277), extrativa mineral (+112) e metalúrgica (+86). Somente no mês de julho, foi registrada a abertura de 149 postos de trabalho na indústria estadual, que é resultado de 4.807 contratações e 4.658 demissões. Os maiores saldos no mês foram nas indústrias de alimentos e bebidas (+276), da construção (+92), extrativa mineral (+52), do papel, papelão, editorial e gráfica (+46) e de calçados (+43).

Já nos últimos 12 meses foram abertos 944 postos de trabalho na indústria estadual, que são resultado de 57.528 contratações e 56.584 demissões, tendo como maiores saldos as indústrias de alimentos e bebidas (+1.568), de papel, papelão, editorial e gráfica (+241), metalúrgica (+141) e extrativa mineral (+111).

Com esses números, o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou julho de 2019 com 123.146 trabalhadores empregados, indicando elevação de 0,2% em relação ao mês anterior, quando o contingente ficou em 122.945 funcionários. Atualmente a atividade industrial responde por 18,9% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços (195.578), administração pública (133.910) e comércio (128.043).

Em relação aos municípios, os que tiveram os melhores resultados foram Campo Grande (+551), Naviraí (+350), Itaquiraí (+247), Maracaju (+203), Coxim (+171), Sidrolândia (+156), Chapadão do Sul (+114), Aparecida do Taboado (+109), Paraíso das Águas (+86), Nova Andradina (+74), Eldorado (+72), Corumbá (+67), Dourados (+65), Angélica (+55), Terenos (+53), Anastácio (+50) e Ribas do Rio Pardo (+40).

Fechamento da Pepsico/Mabel, em abril deste ano, ainda impacta no saldo de empregos de Três Lagoas. Foto: Ricardo Ojeda

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