A taxa de ocupação de leitos críticos já atinge os 110%

Com superlotação e à beira da saturação, o Hospital Regional de Campo Grande emitiu uma nota pública que mais parece um apelo à população.

De acordo com o Hospital, hoje a taxa de ocupação de leitos críticos é de 110% – ou seja, já faltam leitos de UTI. Por isso, a solução momentânea seria transferir pacientes não-Covid para outros lugares.

O Hospital afirma que os profissionais da linha de frente “já sentem o desgaste” dos nove meses de trabalho árduo e diz que “estamos perdendo essa batalha”.

Nos últimos 15 dias foram 335 notificações e 24 mortes, um número que assusta: 5% dos óbitos e 7% das notificações aconteceram nesse curto período.

Acompanhe abaixo a nota emitida pelo Hospital Regional:

A Covid-19 está longe de um desfecho, enquanto os laboratórios e governos buscam uma vacina que tenha 100% eficácia, resta a população mundial se ater as medidas preventivas de proteção: Distanciamento social, uso de máscaras, fazer a correta higienização das mãos e, se possível, não sair de casa.

Essas medidas caíram no senso comum e já estão em desuso por grande parcela da população, que mais uma vez é refém de si mesma, quando se trata do Novo Coronavírus. Máscaras no queixo, na bolsa, sobre a mesa. Aglomerações excessivas em bares, academias, pontos turísticos, festinhas particulares e clandestinas acontecem de forma generalizada, banalizando a pandemia. Houve um relaxamento por parte dos governos, que permitiram a partir do Dia das Mães a reabertura do comércio. No último feriado prolongado as pessoas viajaram e fizeram passeios turísticos, consequentemente, houve uma exposição maior ao vírus, que levou a superlotação dos leitos críticos e muitas mortes: aproximadamente 500 óbitos só no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul.

Temos hoje 110% de taxa de ocupação dos leitos críticos Covid, e enquanto buscamos solucionar o problema da falta de leitos com a transferência de pacientes não Covid, que hoje ocupam 30 vagas. A “Sala Vermelha”, que deveria ser apenas transitória, está lotada aguardando vagas dentro do próprio hospital. Nos últimos 15 dias foram 335 notificações e 24 mortes, um número que assusta: 5% dos óbitos e 7% das notificações aconteceram nesse curto período. O que a população não prevê com esse desdém ao sistema público de saúde é que a saturação está bem próxima. Falta de recursos humanos, insumos, medicamentos, leitos. Estamos perdendo essa batalha. Os trabalhadores da linha de frente já sentem o desgaste de 9 meses de trabalho árduo.

O vírus é traiçoeiro, te ataca e sem que você perceba, leva um ente querido. Foram 497 pais de família, filhos, netos, amigos. Pessoas com nome e rostos conhecidos. Pedimos novamente a população que não se deixe levar por falsas informações e que cumpram as medidas protetivas à pandemia. Use máscara, evite aglomerações, faça a higienização das mãos e se puder fique em casa. Ajude o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul a ajudar você e sua família..

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