03/07/2017 16h55

O pedido de prisão preventiva, apresentado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal

Da Redação

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Geddel foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de ter pressionado a liberação de uma obra no centro histórico da capital baiana. Ele é dono de um apartamento que está sendo construído no local e cuja construção havia sido embargada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que responde ao Ministério da Cultura. Por discordar da atitude de Geddel, Calero pediu demissão uma semana antes da saída do peemedebista.

O escolhido para substituir Geddel foi Antonio Imbassahy (PSDB).

Segundo assessores do governo, Geddel esteve no Planalto há cerca de um mês e meio. Na ocasião, ele visitou o presidente Temer, o ministro Padilha, cumprimentou ex-colegas e ainda passou na Câmara, onde conversou com deputados.

No dia 8 do mês passado, Geddel se manteve em silêncio durante depoimento à Polícia Federal, em Salvador, no âmbito do inquérito que investigou se o presidente Michel Temer cometeu os crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça. Para justificar o comportamento, seu advogado, Gamil Föppel, alegou “curtíssimo lapso temporal” a partir da intimação, feita dois dias antes da data da oitiva.

Até o início da tarde desta segunda-feira, o Planalto comemorava um certo arrefecimento na crise política com a volta do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao Senado e a libertação do deputado e ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Nas palavras de um auxiliar, estavam felizes pois, após semanas de novas acusações, não havia aparecido “nenhum fato novo” que agravasse ainda mais a situação do presidente.

A prisão vem na semana em que a denúncia contra Temer começa a tramitar na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

Segundo o assessor, ainda é cedo para se falar em uma eventual delação premiada, mas a prisão de Geddel preocupa pela proximidade que ele sempre teve com Michel Temer, Eliseu Padilha e os integrantes do PMDB.

Outro fator que preocupa o Planalto é o fato de Geddel ser muito próximo de Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, ambos também do PMDB e presos pela Lava Jato.

Geddel é o segundo ex-ministro do governo Temer a ser preso. Há menos de um mês, no dia 6 de junho, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que foi comandou o Ministério do Turismo por pouco mais de um mês.

(*) Uol

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