16/05/2015 11h58 – Atualizado em 16/05/2015 11h58

Ele poderá recorrer da decisão, mas aguardará o julgamento preso. Osni Ribeiro Lima, 39, que também foi a júri popular, foi absolvido da acusação.

Redação

O ex-policial militar Bonifácio dos Santos Júnior, 36 anos, foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato do técnico de enfermagem Ike César Gonçalves, 29, ocorrido há três anos. Ele foi considerado no júri realizado ontem, sexta-feira (15) em Campo Grande. O crime ocorreu às 4h de 28 de outubro de 2012 em frente a uma casa de shows na Rua Brilhante, na Vila Bandeirantes.

Além de condená-lo, o juiz Thiago Nagasawa Tanaka, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, decretou a prisão preventiva do policial. Ele poderá recorrer da decisão, mas aguardará o julgamento do recurso preso.

“Decreto a prisão preventiva de BONIFÁCIO DOS SANTOS JÚNIOR, em razão de sua periculosidade, pela elevada gravidade concreta da conduta, assim como pela repercussão social do fato, de forma a resguardar a credibilidade do Poder Judiciário e evitar a sensação de impunidade, que o faço para garantir a ordem pública”, justificou-se o magistrado.

Já o colega do PM, Osni Ribeiro Lima, 39, que também foi a júri popular hoje, foi absolvido da acusação. Ele teria ajudado o policial a sair do local do crime.

O júri considerou Bonifácio culpado pelo assassinato de Ike e o absolveu a tentativa de homicídio contra Max Bruno de Souza Leite. Ele foi condenado por homicídio doloso qualificado, por motivo torpe e pelo meio que possa resultar perigo comum. Segundo a sentença do juiz, ele deveria dar o exemplo por ser policial militar e ainda pesou, na condenação, os antecedentes criminais do policial.

Em depoimento, Bonifácio alegou que efetuou três disparos para cima para livrar o amigo de uma confusão, que identificou-se o tempo todo como policial e não teve a intenção de matar o técnico de enfermagem.

(*) com informações Campo Grande News

Segundo a sentença do juiz, ele deveria dar o exemplo por ser policial militar (Foto: Midiamax)

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