13/04/2015 10h02 – Atualizado em 13/04/2015 10h02

Nos dois primeiros três meses deste ano, o setor movimentou US$ 722,3 milhões contra US$ 728,8 milhões do mesmo período de 2014

Assessoria

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul voltou a apresentar queda no acumulado de janeiro e março deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado, caindo 0,9%, de US$ 728,8 milhões para US$ 722,3 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. A redução nas vendas para o exterior foi puxada pelos grupos “Complexo Frigorífico”, “Óleos Vegetais”, “Couros e Peles” e “Alimentos e Bebidas”, que proporcionaram, no comparativo com igual período de 2014, redução das receitas equivalentes a US$ 68,9, US$ 15,2, US$ 9,6 e US$ 2,8 milhões, respectivamente.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, a participação do setor industrial sobre tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul no ano atingiu 73%. “Com receita equivalente a US$ 272 milhões, março de 2015, registrou o melhor resultado já alcançado para o mês em toda a série histórica da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul. Contudo, apesar do bom resultado obtido no mês, a receita acumulada no primeiro trimestre de 2015 é o mais baixo dos últimos três anos, equivalente a US$ 722,3 milhões”, pontuou.

DETALHAMENTO

No detalhamento por grupos, o “Complexo Frigorífico” tem receita de exportação de janeiro a março de 2015 alcançando o equivalente a US$ 211,9 milhões, o que aponta queda de 24,5% sobre igual período do ano anterior, quando a receita havia sido de US$ 280,8 milhões. A redução observada se deu, principalmente, por conta da forte diminuição das compras em importantes mercados para as carnes de Mato Grosso do Sul, com maior peso para a Rússia, seguida pela Arábia Saudita, Irã e Hong Kong, Egito, Japão, China, Venezuela e Chile.

Quanto ao grupo “Couros e Peles”, a receita de exportação no período de janeiro a março de 2015 alcançou US$ 38,7 milhões, indicando queda de 19,8% sobre o mesmo intervalo de 2014, quando as vendas foram de US$ 48,2 milhões. A queda verificada foi influenciada, basicamente, pela redução das compras em importantes mercados como China, Itália e Hong Kong, que, somados, proporcionaram receita inferior em US$ 11,1 milhões. Já o grupo “Óleos Vegetais” fechou o período de janeiro a março de 2015 com receita equivalente a US$ 35,2 milhões, apontando queda de 30,2% sobre o mesmo intervalo de 2014, quando as vendas foram de US$ 50,4 milhões. O desempenho foi fortemente influenciado pela diminuição do preço médio da tonelada dos principais produtos do grupo e também houve queda de 92% nas compras de tais produtos por parte da Holanda.

RESULTADOS POSITIVOS

Na contramão dos outros grupos, “Papel e Celulose” e “Açúcar e Etanol” apresentaram crescimentos expressivos no período de janeiro a março. No caso do primeiro grupo, a receita de exportação totalizou US$ 258,7 milhões, indicando aumento de 6,1% sobre igual período de 2014, quando as vendas foram de US$ 243,8 milhões. O aumento verificado teve como principal influencia a elevação do volume vendido dos principais produtos do grupo, que são a pasta química de madeira semibranqueada (+11%) e outros papéis e cartões (+63%), o que acabou compensando a queda no preço médio da tonelada dos dois produtos apurado no levantamento anterior. Por fim, os principais compradores até o momento são China, Itália, Holanda, Estados Unidos e Coreia do Sul.

No grupo “Açúcar e Etanol”, a receita de exportação de janeiro a março de 2015 alcançou o equivalente a US$ 109,9 milhões, crescimento nominal de 36,5% sobre igual período do ano passado, quando as vendas foram de US$ 80,5 milhões. A elevação verificada se deu em função do forte crescimento no volume comercializado de “Outros açúcares de cana”, aumento de 60% ou quase 120 mil toneladas a mais que igual período do ano passado, tendo como principais compradores até o momento Rússia, Bangladesh, Argélia, China, Nigéria e Iêmen.

(*) FIEMS

O setor de carne obteve queda de 24,5% no primeiro trimestre deste ano ano. (Foto: Divulgação)

Couro e peles teve uma queda  de 19,8/%. (Foto: Divulgação)

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