14/09/2017 15h36

‘Protetoras Três Lagoas’ participa de feiras para angariar fundos para cobrir os gastos das ações.

Ygor Andrade

Em todo Brasil, o número de ONGs que têm por objetivo a proteção aos animais, vem aumentando exponencialmente. Em Três Lagoas, por exemplo, há uma união da sociedade civil, em que, algumas pessoas, dedicam parte de seu tempo para lutar pela causa.

A protetora de animais, Charlene Santana Bortoleto, é uma das pessoas envolvidas no trabalho de resgate aos animais. Segundo ela, não há um local físico para que os cães, gatos, cavalos entre outras espécies, sejam acomodados quando resgatados. “Nós só chegamos ao ponto de resgatar um animal, ou seja, leva-lo para outro lugar, em casos extremos. Quando estão doentes, machucados ou quando há sinais de maus-tratos. Não somos uma ONG e, por isso, ainda temos algumas limitações. Nossa maior dificuldade hoje, é encontrar um lugar para tratá-los”, diz, ela, completando que “quando conseguimos um lar temporário ajudamos com veterinários, medicamentos, ração e outros itens básicos para os cuidados animais”.

Todos os gastos, até o momento, saem dos bolsos das Protetoras Três Lagoas, que já realizaram, nos três anos em que atuam, um número incontável de resgates. “Foram muitos, diretos e indiretos. Depois de resgatados e cuidados, estes animais são submetidos a uma castração química e posteriormente são colocados para adoção. Para isso, nós realizamos alguns eventos; promovemos tudo sem nenhuma ajuda do Município, o que dificulta nossa ação, pois sem apoio não conseguimos ajudar a todos”, ressalta Charlene.

DENÚNCIAS

De acordo com as informações passadas por Charlene, o número de denúncias sobre maus-tratos assusta, pois em 90% dos casos não há provas contra os agressores, e a situação fica ainda mais complicada quando os denunciantes não querem registrar os boletins de ocorrência. “Só conseguimos intervir quando a situação é visível. Quando os maus-tratos são bastante perceptíveis as Protetoras conseguem agir e salvar os animais”, detalha ela.

Em uma das denúncias, por exemplo, o grupo conseguiu, depois de muito esforço, resgatar 30 cães da raça Fox Paulistinha de dentro de uma casa. “Eles estavam num lugar com cheiro insuportável, famintos e com sede. Muitos doentes, com leishmaniose e outros vírus. A dona, uma advogada e veterinária, está recorrendo para tê-los de volta, mas não vamos deixar. Estamos tratando deles, estamos cuidando de todos e agora precisamos vaciná-los”, disse Charlene.

ADOÇÃO

“Entregar para qualquer um, é muito fácil”, diz Charlene Santana Bortoleto a respeito da adoção. “Nós ainda não realizamos uma feira de adoção, justamente pelo medo de que os animais acabem indo para lares onde não aconteça o esperado, que é o cuidado, o carinho a tenção. Nós, por enquanto, preferimos ir até a casa do interessado, avaliar o local e verificar se há condições de que ele fique lá”, enfatiza.

LAR TEMPORÁRIO

Os interessados em fornecer um lar temporário aos animais, podem entrar em contato com as Protetoras Três Lagoas pela página do Facebook, ou pelas redes sociais dos membros do grupo.

O Perfil News entrou em contato com a Prefeitura de Três Lagoas, questionando a respeito dos planejamentos ou ações para cuidar deste problema, mas não fomos respondidos.

No entanto, no mês passado a Administração Municipal informou já ter comprado um veículo que circulará nos bairros, oferecendo castração gratuita para cães e gatos. O prazo dado pelo Governo de Três Lagoas para o início das operações foi de noventa dias.

DOAÇÕES

“Por enquanto, não temos um lugar físico, mas já estamos trabalhando pela regularização da ONG e em breve teremos uma conta onde poderemos receber doações. Enquanto isso, recebemos os donativos na B&G Saúde Animal, na Av. Capitão Olinto Mancini, 951 no Centro”, finalizou ela.

30 cães da raça Fox Paulistinha foram resgatados em uma única ação. Grupo busca recursos para vacinar os animais.(Foto: Protetoras Três Lagoas)

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