19/11/2018 14h40

Redação

Familiares de Lidia Meza Burgos, 18, protestaram hoje (19) em Assunción, capital do Paraguai, para cobrar das autoridades do país vizinho uma investigação séria para descobrir quem levou e quem permitiu a entrada dela na cela do narcotraficante brasileiro Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o “Marcelo Piloto”.

A jovem paraguaia entrou às 12h35 na cela de Piloto, no quartel da Agrupación Especializada. Pela segunda vez ela visitava o bandido carioca, nome forte do Comando Vermelho.

Às 13h50, um dos policiais ouviram gritos de mulher vindos da cela de Marcelo Piloto. Lidia estava caída em uma poça de sangue com vários ferimentos no corpo. Marcelo estava perto do corpo, assim como a pequena faca usada no ataque. Lidia ainda foi socorrida, mas chegou morta ao hospital do bairro Obrero.

O pai de Lidia, Francisco Meza, disse que a filha trabalhava como cuidadora de uma idosa de 90 anos e havia prometido chegar em casa às 15h de sábado. “A única coisa que peço é que se faça justiça, para saber quem a trouxe e com quem ela chegou lá”, afirmou Francisco Meza.

Ele alegou não saber da ligação da filha com o narcotraficante. No Paraguai, os comentários são de que Lidia era garota de programa e estava na cela de Piloto para um segundo encontro sexual.

César Caballero, advogado da família, disse que cúmplices de Marcelo Piloto facilitaram para Lidia Meza chegar à cela. “O autor já foi expulso, mas o processo continua e queremos encontrar cúmplices”, disse ele.

“Podem ficar certos de que a morte não ficará impune”, afirmou nesta segunda-feira a procuradora geral do Paraguai Sandra Quiñónez.

Expulso hoje para o Brasil e levado para o Presídio Federal de Catanduvas (PR), Marcelo Piloto tem 15 anos a cumprir de uma sentença de 26 anos por assalto e homicídio no Rio de Janeiro. Ele vai responder pela morte de Lidia em território brasileiro.

(*) Campo Grande News

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