28/07/2017 07h22

O deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) encampou a missão de defender até a morte a permanência do presidente Michel Temer (PMDB-SP) no cargo. Se terá êxito ou não já são outros quinhentos. O tiro foi disparado. Se acertar o alvo, terá prestígio dobrado e trânsito livre no Planalto, podendo até virar ministro. Mas se errar na mira, corre o risco de nadar e morrer na praia, pois o povão, incluindo o de MS, rebaixou a quase nada o prestígio do homem, e o feitiço pode virar contra o feiticeiro.

Xeque-mate

Aliás, por orientação do grupo político de Marun e Cia Ltda, Temer determinou o retorno de vários ministros à Câmara dos Deputados, onde o clima está pesado nos dias que antecedem a votação da denúncia contra ele. A estratégia é que os ministros licenciados do mandato fortaleçam o governo na Casa durante as discussões sobre a denúncia no plenário. São pelo menos 12 votos do lado palaciano, o que certamente fragiliza a oposição.

**Diferente*

Por enquanto, quem navega em águas tranquilas é o senador Waldemir Moka (PMDB-MS). Deve ir à reeleição do mandato nas eleições do ano que vem longe dos escândalos que pegaram grande parte dos políticos de calça curta. Por aqui e em quase todo o país, a maioria deles não sabe como vai fazer para passar pelo crivo das urnas sem que o eleitor fique sabendo das falcatruas cometidas. A não ser que entrem para o mundo da magia e aprendam alguns truques o mais rápido possível.

Cotado

No plano regional, quem também granjeia simpatia de todos é Júnior Mochi (PMDB), atual presidente da Assembleia Legislativa. Com trânsito dentro e fora do governo, poderá se cacifar para posto mais cobiçado em 2018. O Senado, neste momento, é uma das possibilidades do peemedebista. O governo de MS, no entanto, também pode estar dentro do seu projeto político. Mas isso já é um caso mais complicado devido à postura de apoio que firmou ao governo tucano. Mas em política tudo é possível.

Vergonha

O argumento dos homens de toga do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) é que, além do filho querido da desembargadora e presidente do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS),
Tânia Garcia Freitas, Breno Fernando Solon Borges, a decisão da Justiça de trocar a prisão por uma clínica de recuperação beneficiou outras 18 pessoas. O moço foi preso em abril tentando levar 130 kg de maconha e cerca de 200 munições de fuzil para São Paulo, mas ta fora do xilindró.

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