30/08/2008 09h31 – Atualizado em 30/08/2008 09h31

Assessoria de Comunicação

Depois de muita negociação, os representantes do Sindicato de Trabalhadores de Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que pretendiam entrar em greve este mês, assinaram um aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho, na semana passada, em Curitiba.

A Ferrovia Novoeste/ALL (América Latina Logística) aceitou negociar com a categoria após as pressões dos sindicalistas e ao apoio do deputado estadual Amarildo Cruz (PT), que abriu espaço para que o diretor sindical Roberto Mendes Teixeira relatasse em tribuna, durante sessão na Assembléia Legislativa, as precárias condições de trabalho e uma série de irregularidades trabalhistas praticadas pela ALL.

“Nós não podemos admitir que os direitos trabalhistas sejam desrespeitados. Esta foi uma conquista da sociedade civil organizada que sempre deve buscar apoio em todas as esferas, inclusive no Legislativo, para que possam ter as suas reivindicações atendidas”, afirmou o deputado.

Cerca de 400 ferroviários que trabalham no trecho que liga Corumbá (MS) a Bauru (SP) foram beneficiados. Como resultado das negociações, o piso salarial dos operadores de produção teve reajuste de 10%, além de adicional de periculosidade em algumas funções, novos valores das diárias de viagem, reclassificação salarial dos maquinistas e abono.

Segundo o sindicato, a empresa comprometeu-se a melhorar as condições de trabalho nos municípios de Bodoquena, Miranda e Água Clara.

Na última terça-feira (26), o Tribunal Superior do Trabalho manteve a obrigação da ALL em efetuar a operação de comboios ferroviários, com o trabalho de maquinista e maquinista auxiliar.

A empresa defendia a monocondução, que segundo o sindicato não oferece segurança aos trabalhadores. A medida evitou a demissão de 153 ferroviários que exercem a função de maquinista auxiliar.

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