01/06/2015 15h38 – Atualizado em 01/06/2015 15h38

Amanhã é dia de luta da educação. A concentração será na Assembleia Legislativa, a partir das 9h30.

Assessoria

Esta terça-feira (2) promete ser de muito protesto contra os retrocessos apresentados pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, na carreira dos professores e administrativos da educação da Rede Estadual de Ensino. A Federação dos Trabalhadores em Educação de MS (FETEMS), está convocando um grande ato público, no Parque dos Poderes, Campo Grande, em frente a Assembleia Legislativa, a partir das 9h30.

De acordo com o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, o ato deve reunir mais de 20 mil trabalhadores em educação. “O Governo está gastando rios de dinheiro em publicidade para tentar desmoralizar o nosso movimento grevista. O governador anuncia que está disposto a dialogar e em nenhum momento nos chama para isso, muito pelo contrário, ele optou por judicializar a nossa greve, tentando obrigar os trabalhadores em educação a voltarem a trabalhar na força, tudo isso só poderia gerar revolta e resultou nesse grande ato de amanhã”, explicou.

O presidente disse ainda que com essa atitude o Governo só conseguiu inflar mais ainda o movimento e nesta sexta-feira (29) a greve atingiu mais de 80% das 362 escolas de Mato Grosso do Sul. “Você já pensou um professor que está vendo a todo momento na TV, no rádio, no jornal e ao acordar acha na sua caixa de correio uma nota tentando desqualificar o seu movimento e ainda mentindo a respeito do seu salário, dizendo que ele ganha R$ 5.561,90, valor muito longe da realidade, ou um administrativo da educação que acompanha o Governo dizendo que vai dar reajuste de 0% e que a entidade que ele escolheu para se filiar, que historicamente sempre lutou por ele, não o representa.

É mentira em cima de mentira, isso só pode gerar descontentamento e revolta. Graças a esses erros atingimos 80% das escolas paradas e um grande apoio de pais e alunos”, afirma.

Na última quinta-feira (28) o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), entrou com uma liminar para tentar acabar com a greve dos trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul, além disso publicou nota nos mais diversos veículos de imprensa, televisão, rádio, jornal impresso e ainda pagou uma empresa para panfletar casa por casa, nos mais diversos municípios, o mesmo material tentando desqualificar o movimento grevista e a FETEMS, que está à frente do professo, como entidade organizativa da categoria.

A FETEMS comunicou por meio de nota que já recorreu da liminar judicial, que os tramites podem demorar mais de 10 dias, que as punições previstas não acarretam problema direto aos trabalhadores em educação e que a greve segue normalmente.

As reivindicações dos trabalhadores em educação de MS são:
• O reajuste dos administrativos em educação – Além disso, a categoria também reivindica trazer a data base dos funcionários de escola para janeiro, atualmente é em maio, juntamente com a dos professores.

• O pagamento de 10,98% de reajuste dos professores – Referente ao cumprimento da Lei Estadual n° 4.464, de 19 de Dezembro de 2013, que trata sobre o reajuste de 25,42%. No início do ano foi concedido 13,01% de reajuste aos professores, referente ao Piso Nacional, porém ficou 10,98% em pendência de acordo com a Lei Estadual. No acordo firmado até o dia 15 de maio o Governo deveria debater como esse montante seria pago com a comissão de negociação, porém isso não ocorreu.

• O pagamento de 1/3 de hora-atividade para os professores, referente a 2013 – O pagamento de 1/3 de hora-atividade para os professores da Rede Estadual, equivalente a 2013, a partir de janeiro de 2015, foi acordado no Pacto pela Educação Pública de outubro de 2012 e está consolidado na Lei Complementar 165.

(*) FETEMS

A Federação dos Trabalhadores em Educação de MS (FETEMS), está convocando um grande ato público, no Parque dos Poderes, Campo Grande, em frente a Assembleia Legislativa, a partir das 9h30. (Foto: Assessoria)

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