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sábado, 25 de junho, 2022
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Fevereiro Roxo: mês é de alerta para o Alzheimer, lúpus e fibromialgia

Às três doenças não tem cura e são silenciosas nos sintomas e progressão

“Se não tem cura, que haja conforto”. Esse é o lema do Fevereiro Roxo, mês de conscientização no diagnóstico precoce e tratamento do Alzheimer, lúpus e fibromialgia.

As doenças são diferentes, mas têm em comum a impossibilidade de cura. No entanto, com acompanhamento adequado, há como proporcionar qualidade de vida aos pacientes.  

“O objetivo da campanha é justamente alertar a população sobre os sintomas iniciais dessas doenças. O diagnóstico precoce é muito importante para que seja iniciado o tratamento adequado que vai promover saúde e qualidade de vida, trazendo conforto ao paciente”, esclarece o médico reumatologista e professor do curso de Medicina da Uniderp, Izaias Júnior.  

Às três doenças são consideradas “silenciosas” tanto aos sintomas e na própria progressão, que debilita a saúde gradativamente.

Outra característica semelhante entre elas é a causa desconhecida. “Patologias sem sintomas aparentes são mais difíceis de diagnosticar, por isso, neste mês, as ações de saúde se voltam para que as pessoas estejam atentas a quaisquer sintomas dessas doenças”, avisa o especialista. 

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa e se manifesta, geralmente, a partir dos 60 anos, provocando perda da capacidade cognitiva, da memória e demência. Dados da Organização Mundial de Saúde de 2017 revelam que o Alzheimer é a forma mais comum de demência no mundo, sendo responsável por até 70% deles. No Brasil, estima-se que há 1,2 milhão de pessoas com a doença. 

Já o lúpus ocorre quando o sistema imunológico ataca o organismo, em seus tecidos saudáveis, por engano. É considerada uma doença inflamatória autoimune e pode afetar diversos órgãos e tecidos, como pele, rins, cérebro e articulações. Qualquer pessoa pode ser acometida pela doença, especialmente com idade entre 20 e 45 anos. “Embora a causa específica do lúpus não esteja totalmente esclarecida, acreditamos tratar-se de uma interação entre fatores ambientais e genéticos. Como não há uma forma de prevenção, a melhor estratégia é o diagnóstico e o tratamento precoce”, esclarece o professor. Dentre os sintomas que merecem atenção estão o aumento da sensibilidade na exposição ao sol, com vermelhidão da pele, podendo aparecer manchas e placas vermelhas pelo corpo, além de dor e inchaço nas articulações, cansaço excessivo, febre baixa, dor muscular e perda de peso.  

A fibromialgia é uma doença reumatológica que atinge principalmente mulheres. Seu sintoma principal é a dor difusa, geralmente descrita como muscular, associada a outras manifestações como fadiga, alterações no sono, memória e humor. Frequentemente as pessoas afetadas pela fibromialgia referem uma piora na intensidade da dor em situações de estresse, podendo se associar a quadros de ansiedade e depressão. “Ocorre uma desregulação, em nível cerebral, dos neurotransmissores responsáveis por modular a percepção dolorosa. É como se o microfone que capta a dor estivesse travado no volume máximo. O tratamento se baseia em medicamentos que ajudam no controle da dor, em psicoterapia e exercícios físicos, que por sinal, são parte fundamental do tratamento da fibromialgia”, conclui o especialista. 

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