21/03/2018 17h13

Fibria esclarece vídeo que denuncia crime ambiental no Rio Paraná

Após vídeos ganharam grande repercussão nas redes sociais em Três Lagoas, Fibria esclarece denúncias que estaria despejando dejetos no Rio Paraná

Ricardo Ojeda

Dois vídeos viralizaram nas redes sociais, principalmente nos grupos de WhatsApp em Três Lagoas. Nas imagens constam denúncias que a Fibria estaria jogando dejetos no leito do Rio Paraná, provocando danos ao meio ambiente e consequentemente a diminuição de peixes.

Por contas disso, a redação do Perfil News recebeu na manhã desta quarta-feira, 21, denúncias contra a empresa Fibria, que ela estaria poluindo as aguas do Rio Paraná, onde a fábrica despeja a água no rio.

Os dois vídeos enviados pelo denunciante através do aplicativo WhatsApp mostravam cenas preocupantes evidenciando que a empresa estaria despejando dejetos no paranazão. Na narração, aparece a voz da pessoa que captou as imagens atribuindo responsabilidades à empresa de celulose, que estaria praticando um crime ambiental. No áudio não especifica quando as imagens foram registradas.

COBRANDO INFORMAÇÕES

Após assistir os vídeos, imediatamente a reportagem acionou a assessoria de Comunicação da companhia, cobrando informações a respeito da denúncia. No mesmo instante foi feito uma teleconferência, com a assessoria da empresa sediada na capital paulista, oportunidade que foi explicado todos os detalhes indagados pela reportagem. Segundo foi constatado, o vídeo foi gravado no inicio deste ano e já foi objeto de denúncia contra a fábrica, protagonizado por um órgão de imprensa do interior paulista.

ENTRADA DE AR

Por conta disso, em janeiro foi feito uma visita ao local onde foi verificado in loco que os motivos que gerou o problema foram provocados pela entrada de ar na tubulação, causando espuma, mas sem provocar danos. Na ocasião os técnicos que acompanharam os profissionais da imprensa constataram que a espuma não é prejudicial à saúde humana, nem à fauna e a comunidade aquática. O turbilhão que se forma a uma distância de 500 metros do leito do rio, é provocado pela dispersão dos efluentes da fábrica, que capta a água para utilização na indústria, e após tratada volta ao rio, causando forte turbulência no fundo, situação que provoca o aparecimento de borbolhas na superfície, como mostra o vídeo.

Em relação à erosão que relata o denunciante no vídeo, ocorre que naquela ocasião a região foi castigada por fortes chuvas, arrancando grande parte do canal fluvial e do gabião que ficaram bastante danificados, porém a empresa já se mobilizou para refazer a estrutura.

SEM DANOS AMBIENTAIS

A reportagem do Perfil News falou com o promotor de Justiça e Meio Ambiente, Antonio Carlos Garcia de Oliveira que aconselhou procurar o Imasul. Procurado, o órgão se manifestou dizendo que a Fibria havia sido notificada sobre a ocorrência. Após fiscalização do órgão ambiental, ficou constatado que não houve danos ao meio ambiente.

Segundo o fiscal do Imasul, algumas indústrias instaladas na cidade, próximo ao rio Paraná, despejam efluentes no leito do rio, porém antes desse procedimento a agua é tratada. Essas empresas são fiscalizadas constantemente e caso houver alguma situação que não atenda as exigências ambientais providências são tomadas imediatamente.


A espuma observadas no Rio Paraná, na saída do emissário de efluentes foi provocada por pela entrada de ar na tubulação,  mas já  foi devidamente solucionado (Foto: Divulgação)




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