11/04/2014 09h27 – Atualizado em 11/04/2014 09h27

A empresa também monitora microbacias hidrográficas e reutiliza cerca de 85% da água utilizada na produção de celulose

Da Redação

Em busca da produção aliada ao desenvolvimento sustentável, em cinco anos a Fibria, em Mato Grosso do Sul, reduziu a captação de água de 37,6 para 28,1 metros cúbicos por tonelada de celulose, essa redução se deu a partir de estudos, tecnologia e o emprego da reutilização da água.

A vazão média do Rio Paraná, que é a fonte de água da unidade em Três Lagoas, é de 6.500 metros cúbicos por segundo, a Fibria realiza a captação média de 1,5 metro cúbico por segundo, o que corresponde a 0,02% da vazão total do rio. Deste volume, uma parte é reciclada e reutilizada no processo de produção da celulose. “A reutilização é feita por meio das torres de resfriamento, o que nos proporciona a reinserção de cerca de 85% da água captada. Essa recirculação faz com que evitemos uma captação de aproximadamente 216.000.000 m3/ano de água”, explica o gerente de recuperação e utilidades Fernando Raasch.

Após a utilização da água no processo industrial, ela é tratada e devolvida ao rio Paraná como efluente. O órgão fiscalizador do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) estabelece, por meio de Resolução, os limites de qualidade do efluente tratado antes que este seja devolvido ao rio. Para cumprimento da legislação, a Fibria realiza o monitoramento, por meio de análises qualitativas e quantitativas de parâmetros físico-químicos, biológicos e microbiológicos, de amostras deste efluente.

MONITORAMENTO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS

Com o objetivo de avaliar o manejo florestal, a Fibria monitora três microbacias hidrográficas onde a empresa possui florestas plantadas de eucalipto. Este monitoramento é realizado no Córrego do Moeda, Córrego do Periquito e Córrego do Gerivá, que totalizam aproximadamente 842 km², ocupados também por Cerradão e Cerrado, presentes nas matas ciliares e em fragmentos florestais nativos.

Segundo o coordenador de meio ambiente, Renato Cipriano Rocha, mensalmente é realizada a coleta em três pontos para analisar a quantidade, e a cada três meses é realizado o monitoramento em oito pontos de coleta para analisar a qualidade da água. “Também realizamos análises semestrais para monitorar a presença de defensivos químicos na água. Ao final, anualmente é feito um relatório consolidando os dados e analisando o impacto do manejo florestal sobre os recursos hídricos”.

FIBRIA

Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria possui capacidade produtiva de 5,3 milhões de toneladas anuais de celulose, com fábricas localizadas em Três Lagoas (MS), Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Eunápolis (BA), esta última onde mantém a Veracel em joint venture com a Stora Enso. Em sociedade com a Cenibra, opera o único porto brasileiro especializado em embarque de celulose, Portocel (Aracruz, ES). A Fibria mantém cerca de 17 mil trabalhadores, entre empregados próprios e terceiros permanentes, incluindo Portocel, e está presente em 255 municípios de seis Estados brasileiros.

(*) Com informações de Assecom Fibria

Após a utilização da água no processo industrial, ela é tratada e devolvida ao rio Paraná como efluente (Foto: Arquivo)

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