Das ocorrências registradas durante o final de semana, mais da metade envolveu lesões corporais e vias de fato

A tensão parece à flor da pele para algumas pessoas em Três Lagoas. No último final de semana, entre sábado, 24, e domingo, 25, mais da metade das ocorrências registradas no período envolveram lesões corporais e vias de fato.

No sábado à noite, no Jardim Primaveril, duas mulheres se desentenderam porque uma alegava que a outra teria falado mal dela e foi até a rival para tomar satisfação. De acordo com o boletim de ocorrência rolou até ameaça com faca.

Ainda no sábado à noite um homem foi encontrado inconsciente, após ser espancado, em um imóvel abandonado, na Avenida Clodoaldo Garcia. A polícia chegou até a vítima depois de relatos de pessoas que diziam ter ouvido um homem gemendo dentro do imóvel. O homem foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.

Na madrugada do domingo, 25, no Santa Luzia, um homem foi detido após ameaçar a mulher. A vítima afirmou que estava em casa quando o homem chegou quebrando tudo. Ele, então, passou a agredi-la com tapas.

Para se defender, ela teria pego uma faca e desferiu um golpe na região do ombro do homem, ferindo-o. Ela fugiu e pediu socorro na padaria do bairro, mas voltou a ser perseguida pelo homem. A mulher teria se escondido em um matagal e ido até a sede do Batalhão pedir ajuda.

Juntamente com a vítima na viatura os policiais foram até o endereço e viram o homem sentado na calçada. Ele foi detido e levado à delegacia.

Avô e neto terminaram na UPA

No domingo à tarde a briga foi por conta de bebida. No Jardim Guaporé, um homem de 64 anos, dependente de álcool, chegou em casa bêbado e começou a discutir com todo mundo, inclusive com a filha, de 39 anos, que fazia o almoço.

Ao ver que o avô iria agredir a mãe, um rapaz de 22 anos, partiu para cima dele. O avô, então, agrediu o neto com um capacete na cabeça e chutes nas costelas. Avô e neto foram levados à UPA devido aos ferimentos.

No domingo à tarde, a polícia também atendeu uma ocorrência de agressão no Jardim Carandá. No local, uma mulher disse que um grupo de pessoas teria invadido sua casa em busca de seu esposo. Quando encontraram o homem, passaram a espancá-lo. Quando a polícia chegou não encontrou a vítima nem os agressores, mas havia muito sangue no local.

“Vou passar a faca no seu pescoço”

No final do domingo, para fechar o final de semana, mais uma agressão, desta vez no Paranapungá.

Um homem de 55 anos, que convive há 12 anos com a mesma mulher, voltou a ameaçá-la – como já havia feito em outras ocasiões.

Sob efeito de bebida alcoólica o homem teria, sob o olhar de testemunhas, ameaçado “passar a faca no pescoço” da mulher. Depois disso, a agrediu com um soco no tórax. Ele só não continuou a agredir a mulher porque o sobrinho, que acompanhou as agressões, interferiu.

Um pouco mais tarde, novamente alcoolizado, ele passou a ofender a mulher e disse que “iria acabar com sua vida”. A mulher ligou para a filha, pedindo para que ela fosse ao local. Quando ela chegou com o namorado, a mulher pediu para que a filha a levasse dali. Quando ela já estava dentro do carro, o agressor se aproximou, exigindo que a vítima entregasse a chave da casa.

Como ela se recusou, ele deu-lhe um tapa na cara. Vendo a agressão contra a mãe, a filha desceu do carro para afastar o homem, que deu um soco na moça, de 26 anos. O genro, então, também desceu do carro e afastou o agressor.

A mulher agredida disse que deseja representar contra o homem, pelas ameaças e pela lesão, e que irá solicitar medidas protetivas, visando o afastamento dele do lar. Ela ainda afirmou que a casa é alugada e é ela quem paga o aluguel.

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