10/11/2014 15h41 – Atualizado em 10/11/2014 15h41

O foguete construído pela egressa do curso de licenciatura em Física da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Marilaine dos Santos Souza, hoje professora na Escola Estadual Vilmar Vieira de Matos, em Dourados, com quatro alunas e um colega professor, ganhou o segundo lugar na VIII Mostra Brasileira de Foguetes (VIII MOBFOG), que integra a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), realizada no Rio de Janeiro, no início de novembro.

Formada no ano passado, ela se dedicou a ensinar aos alunos sobre astronomia e instruiu as estudantes Bruna Magalhães, Bruna Ortega, Francisca Jilianny, Gabriela Faccin, com a cooperação do professor Kleberson Salina, no projeto de construção de um foguete. Este foi lançado no Parque Antenor Martins em Dourados e atingiu 107 metros, requisito que os credenciou a participar do evento da OBA no Rio de Janeiro.

“É difícil encontrar uma escola que ensine astronomia, mas como eu já tinha os conhecimentos adquiridos durante a graduação na UEMS, foi mais fácil aplicar com a turma. No foguete colocamos uma trava de segurança e inovamos na instalação de um gatilho para o lançamento”, contou Marilaine.

Neste evento participaram 63 equipes, foram distribuídos 38 troféus e cincos bolsas de iniciação científica júnior. A egressa também foi convidada pela comissão do evento a organizar em Dourados o Encontro Regional de Ensino de Astronomia no ano que vem.

Marilaine se dedicou durante o período na Universidade a ajudar a criar métodos para ensinar astronomia às crianças. Participou do 1º Congresso e Simpósio Nacional de Ensino da Astronomia, no Rio de Janeiro, além de viajar por Mato Grosso do Sul com o projeto do Planetário Itinerante da UEMS.

De acordo com o pró-reitor de Extensão, Cultura e Ações Comunitárias, Edmilson de Souza, desde 2004, com a criação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, como forma de incentivar os estudantes a gostarem mais da área, a UEMS também começou a desenvolver projetos. “Investimos por meio do projeto do Planetário, trabalhando com exposições para alcançar crianças da educação fundamental, a motivá-las para que num futuro próximo venham a fazer a mesma coisa em MS, e se dediquem à carreira de Ciência e Engenharia, que são áreas carentes de profissionais”, ressaltou o pró-reitor.

(*) UEMS

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