07/03/2018 07h41

Willams Araújo

Fora de época

Embora meio que acanhada, a pré-campanha ao governo de Mato Grosso do Sul ganha mais um ingrediente no fim de semana quando Reinaldo Azambuja (PSDB) começa definitivamente a pedir votos pelo interior do Estado, fazendo contraponto ao seu principal adversário, o ex-governador André Puccinelli, que já usa a série de encontros regionais do MDB para pedir votos por aí. Da mesma forma, já que campanha eleitoral ainda não é permitida, a estratégia do governador é se apegar nos encontros regionais do PSDB para mostrar suas propostas de maneira antecipada.

Reticente

Outro pré-candidato ao Parque dos Poderes é o juiz aposentado Odilon de Oliveira (PDT). No entanto, dizem que ele ainda não está tão convicto assim sobre a ideia de enfrentar a máquina do governo, mesmo motivado pelo discurso da moralidade que comoveu o país depois que os governos do PT saquearam os cofres públicos ao longo de 13 anos, envolvendo os mandatos de Lula e Dilma. Além do mais, o sonho de Odilon seria se aposentar no Senado.

Ranking

Enquanto o senador Waldemir Moka (MDB-MS) comemora o fato de ser um dos melhores parlamentares de Mato Grosso do Sul em Brasília, segundo aponta estudo elaborado pela Organização Não Governamental Ranking dos Políticos, os deputados federais Vander Loubet (PT), Zeca do PT e Dagoberto Nogueira (PDT) são os piores do Estado. Para se chegar a essa pontuação, o site Ranking dos Políticos adota os seguintes critérios: presença nas sessões, privilégios, processos judiciais, filiação partidária e qualidade legislativa. O parlamentar que trocou de partido ao menos três vezes, por exemplo, perde 10 pontos.

Ferrolho

Temendo que o correligionário Michel Temer (MDB-SP) e sua equipe deixem os cargos no fim do mandato tampão sem resolver a situação caótica da segurança pública no país, principalmente na região de fronteira em Mato Grosso do Sul, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) cobrou duro do presidente. “Meu apelo é que [as autoridades do setor] não saiam dos cargos sem entregar ao Congresso o plano nacional para que possamos votá-lo. Podemos fazer um esforço concentrado e aprovar em 15 dias. Todos conhecemos o diagnóstico, falta aplicar o remédio.”

Drogas

Na mesma linha de raciocínio da colega Simone, o senador Waldemir Moka (MDB-MS) engrossou o coro ao pedir integração, planejamento e recursos para segurança durante sessão temática ocorrida terça (6) em Brasília juntamente com ministros e especialistas do setor. “Eu não consigo entender a entrada de drogas e armas no Brasil, que depois são combatidas nos morros do Rio e nos canaviais de São Paulo e nós não termos um efetivo de agentes em Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso, nos estados que demandam fronteira.”

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