22/06/2017 07h51

Movimento por ‘diretas já’ começa a ganhar corpo pelo país afora, a se iniciar por Campo Grande, que dá a largada às 15 horas do próximo domingo na Esplanada dos Ferroviários. A tendência é que manifestações como essa se tornem insustentáveis à vida do presidente Michel Temer (PMDB), que bate o pé e diz que fica no cargo até o fim. As denúncias contra ele, no entanto, aumentam a cada dia, fato que agrava muito a governabilidade do país. O tempo é quem vai dizer.

Boa notícia

Os servidores estaduais de Mato Grosso do Sul podem ter reajuste salarial depois que o Senado votou na terça-feira o projeto que facilita a renegociação da dívida dos Estados com os bancos, entre os quais o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O alongamento por dez anos, com mais quatro de carência, pode dar fôlego às finanças estaduais e, com isso, permitir um aumento salarial. No entanto, é preciso esperar pelo fluxo de caixa.

Calmaria

Com uma CPI aberta para investigar denúncias da JBS contra o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), os deputados aprovaram apenas um projeto na sessão da quarta-feira. A proposta aprovada por unanimidade no plenário coloca a Feira da Bolívia no Calendário de Eventos do Estado. Sem outras proposições na Ordem do Dia, os parlamentares começaram a discutir outros assuntos, como o discurso de Zé Teixeira (DEM) cobrando redução do ICMS ao produtor rural.

Decreto

Zé Teixeira usou a tribuna da Assembleia Legislativa ontem para sugerir a redução, por meio de decreto, do ICMS na comercialização do gado bovino em Mato Grosso do Sul. Na prática, o deputado quer que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) baixe um decreto reduzindo o imposto ao agronegócio em 5% para o boi ainda vivo, ou seja, passar de 12% atualmente cobrados, para 7%, sem a necessidade de remeter projeto à Assembleia Legislativa.

Carne fraca

Uma das justificativas do democrata é que a partir da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, o consumo de carne bovina caiu e prejudicou o mercado do agronegócio em MS. “Hoje estamos com o boi represado no pasto, ou seja, se o governo diminuir o imposto será economicamente viável exportar aos outros estados que estão com consumo alto ainda. Além disso, torna o estado competitivo, igualando a alíquota do ‘boi em pé’ com a dos nossos vizinhos. Eu faço essa defesa porque sou produtor, criei meus filhos e netos na roça, trabalhando muito”, destacou Zé Teixeira.

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