20/11/2018 13h52

Força-Tarefa para prisão de assassinos em Três Lagoas contou com efetivo de cerca de 100 policiais

Homicídios que aconteceram em 2007 foram esclarecidos; dez pessoas foram presas, incluindo dois menores. A ação aconteceu nos bairros Vila Haro e Guanabara

Thais Dias

A manhã desta terça-feira (20) começou agitada na cidade de Três Lagoas. Dez mandatos de prisão foram expedidos contra assassinos que atuaram na cidade em 2007.

A operação que foi batizada de Nêmesis (nome da Deusa Grega da Vingança) e contou com cerca de 100 policiais, entre eles 30 agentes da Polícia Civil, oito do Garras, cinco policiais federais, 22 policiais militares e 5 do Grupamento Aéreo.

Segundo o delegado Ailton Pereira, que coordena as ações da SIG (Serviços de Investigações Gerais), os homicídios começaram em dezembro de 2016 em uma festa de rodeio que acontecia na cidade.

Houve uma rixa de grupos na cidade onde um homem conhecido como Fernandinho foi atingido com um disparo de arma de fogo, socorrido e levado ao Hospital,mas não resistiu ao ferimento e faleceu.

O ESTOPIM

Após a morte do jovem, seu primo, Leandro Correia Franco, conhecido como “Jacaré”, decidiu se vingar.Juntamente com um outro homem, apelidado de Fazenda, Leandro montou um grupo para iniciar a chacina.

A primeira vítima do bando foi Maciel Soares de Sousa Junior, que estaria transitando com seu carro pelo bairro Jardim das Violetas e foi abordado e assassinado com disparos de arma de fogo.

Na mesma noite a segunda vítima, Paulo Vieira da Silva, estava em sua casa quando algumas pessoas chegaram no local perguntando sobre seu filho, Giovani Jorge de Oliveira da Silva, vulgo “Cuduro”. O pai afirmou não saber onde Giovani se encontrava. O grupo forçou Paulo a entrar no carro e o levaram a uma casa onde foi torturado e morto.

Seu corpo foi jogado as margens da BR-158 na saída para Brasilândia.

O TRIBUNAL DO CRIME

A última vítima foi Giovani. Tomado pelo ódio e com sede de vingança pela morte de seu pai, foi atraído por algumas pessoas que afirmavam saber quem teria o matado.

O jovem caiu na emboscada e acabou sendo levado ao tribunal do crime, “julgado” e morto.

Fotos do corpo da vítima circularam nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, porém seu corpo até a presente data não foi encontrado pelos policiais.

AS PRISÕES

Nove pessoas se encontram presas e duas apreendidas pois quando cometeram o crime ainda seriam menores de idade.

Dois dos envolvidos já estavam presos e os outros sete detidos hoje foram levados preventivamente ao Presídio de Segurança Média de Três Lagoas.

Nenhuma arma foi encontrada na operação.

A ação se iniciou esta manhã e contou com a ajuda do Garras de Campo Grande (Foto/Ricardo Ojeda)

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