09/07/2017 11h54

Polêmico atacante Ngapeth desmonta esquema brasileiro, faz 29 pontos e leva time francês ao segundo título do país. Brasil busaca do deca.

Da redação

O jejum, então, continua. Sem vencer a Liga Mundial desde 2010, o Brasil volta a bater na trave, como acontecera no ano passado, diante da Sérvia. A seleção, no entanto, segue como maior vencedora, com nove títulos: 1993, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010. A França, por outro lado, se confirma como algoz do Brasil na casa do rival. Em 2015, em seu único título até então, foi campeã no Rio de Janeiro.

Em sua primeira competição à frente do Brasil, Renan Dal Zotto ficou no quase. O técnico, que assumiu a seleção após a despedida de Bernardinho, fez a seleção crescer no decorrer da Liga, mas ficou com o vice.

NGAPETH, O DESTRUIDOR DE SONHOS

Quando a bola de Wallace explodiu no chão rival, a torcida logo mostrou sua força. Foi assim também nas vaias contra Ngapeth, o astro da França. Os rivais, porém, se fizeram de surdos. Conseguiram tomar à frente justamente em um ponto de seu principal jogador. Era um jogo tenso, como havia de ser. O Brasil estava bem, porém, e, impulsionado pelas arquibancadas, abriu 17/14 em ataque de Wallace, explorando o bloqueio.

A França lutava. Ngapeth e Boyer fugiam do bloqueio e davam trabalho à defesa brasileira. Mas também erravam muito. Em novo saque para fora, deu mais um ponto de graça para os donos da casa, que abriram 20/17. O ritmo foi mantido até o fim, mas o Brasil precisou de duas chances para fechar o set. Na primeira tentativa, no ataque de Maurício Borges, a bola bateu na câmera que filmava a partida. O ponto voltou, mas, logo depois, foi Maurício Souza quem fechou a conta: 25/21.

Maurício Souza errou o saque na volta à quadra. Lucão, porém, subiu alto e atacou rápido para marcar o primeiro ponto do time. Ngapeth, então, resolveu aparecer. Primeiro, bloqueou Maurício Borges e fez cara feia. Logo depois, subiu sozinho no meio para marcar mais um ponto. Ali, a França já tinha 5/1, e Renan resolveu parar o jogo. A seleção demorou um pouco, mas conseguiu encostar. Wallace marcou o primeiro ace do jogo e diminuiu a diferença para apenas dois pontos: 8/6.

A França, porém, voltou a disparar. Maurício Borges ficou no bloqueio, e os rivais abriram 12/7. Renan, então, parou a partida mais uma vez e tentou arrumar a casa. Não funcionou. O momento era todo dos europeus, que abriram 20/12. O técnico brasileiro tentou a última cartada para se manter vivo na parcial e mandou Renan Buiatti e Rapha para a quadra na inversão 5×1. A mudança esteve longe de funcionar. Com autoridade, a França fechou em 25/15 e empatou o jogo.

O grandalhão Kevin Le Roux soltou o braço e sacou para marcar o primeiro ponto do terceiro set. Maurício Borges, em uma pancada, e Lucão, no bloqueio, colocaram o Brasil à frente. A França manteve o ritmo da parcial anterior, e o Brasil tentou acompanhar. O time, porém, errava bolas fáceis, como no contra-ataque para fora de Lucarelli. Quando o placar marcava 7/4 para os rivais, Renan parou o jogo.

Na volta, Wallace fez a bola explodir no rosto de Chinenyeze. Mas, talvez impulsionado pelas vaias, Ngapeth fazia estragos. Em novo ataque do ponteiro, a França abriu 11/6. Na marra, o Brasil cresceu e conseguiu voltar ao jogo. Quando a diferença caiu para dois pontos (13/11), Laurent Tillie parou o jogo.

A França voltou a disparar. Àquela altura, o momento não era dos melhores. Com muitos erros, a seleção dava espaço para o ataque rival. Na vibração de Wallace, porém, a equipe da casa voltou a encostar e chegou ao empate em ataque do oposto: (20/20). Mais do que nunca, a torcida fez a Arena tremer. Wallace, mais uma vez, atacou e fez a seleção tomar a frente em 21/20. A tensão, no entanto, quase dava para ser sentida em quadra. Apesar de toda a luta, a França fechou o set justamente com um bloqueio sobre o oposto do brasileiro: 25/23.

Era hora de apagar o que havia sido feito até ali e começar de novo. Renan manteve Éder em quadra e colocou Tiago Brendle no lugar de Thales. O central correspondeu e, sozinho, bloqueou Boyer, fazendo o Brasil abrir 7/3. A França, no entanto, ainda estava no jogo e fez a diferença cair para dois pontos. Renan pediu tempo e tentou esfriar a reação rival. Ainda que tenha se mantido na luta, os franceses não conseguiram tirar a diferença. Com 25/19, o Brasil respirou e forçou o tie-break.

(*) Informações com Globoesporte.com.

Sem vencer a Liga Mundial desde 2010, o Brasil volta a bater na trave. (Foto: FIVB/Divulgação)

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