08/05/2018 16h55

Willams Araújo

Frigideira

Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) até que andou alardeando pelos quatro cantos seu desejo de disputar o governo do Estado à época em que controlava o Democratas em território sul-mato-grossense, mas logo abandonou a ideia depois que comando nacional do partido do presidenciável Rodrigo Maia (DEM-RJ) mudou o rumo da prosa. Em recente encontro em Dourados, o deputado defendeu a candidatura do ex-prefeito local. “O Democratas tem os melhores nomes para disputar as eleições em Mato Grosso do Sul e gostaria muito de ver o Murilo disputando o governo do Estado. Essa é minha vontade”, pregou.

Prognóstico

Líder do MDB no Senado, Simone Tebet (MS) acha cedo demais para se posicionar sobre a possível candidatura do partido à Presidência da República, ainda assim palpita que o seu grupo político só deve lançar candidato se tiver chance de ir para o segundo turno das eleições. O curioso é que a senadora ainda não abriu a boca pra dizer um A em relação ao processo sucessório estadual, onde setores emedebistas trabalham com a possibilidade de candidatura do ex-governador André Puccinelli. Particularmente, o deputado estadual Eduardo Rocha (MDB), seu marido, é favorável a uma aliança com o PSDB de Reinaldo Azambuja.

Campo minado

Os senadores Pedro Chaves (PRB-MS) e Fernando Collor (PTC-AL) retornam ao Brasil após terem representado o Senado na Cúpula das Coreias. No evento histórico, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, concordaram em trabalhar para livrar a península de armas nucleares e para transformar o armistício que encerrou a Guerra da Coreia em 1953 em um tratado de paz ainda este ano. Pedro Chaves ressaltou a importância do ato. Para ele, “a paz e o fim da animosidade entre esses países mostram que todos somos capazes de superar dificuldades em nome de um bem maior”.

Tensão

Membros da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Chaves e Collor, que preside a comissão, aproveitaram a viagem para promover a aproximação entre os governos brasileiro e norte-coreano. Eles se reuniram com o vice-primeiro ministro, Ro Du-chol, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Ho Yong-bok.” No local pudemos ver os dispositivos militares e todo o aparato bélico usado naquela região. Tudo aquilo mantinha o clima de tensão entre as nações e dificultavam ainda mais a possibilidade de paz”, observou Pedro Chaves.

Muamba

No ano passado, o Brasil foi o 8º país que mais comprou produtos vindos da Coreia do Norte, indicam dados compilados pela ONU. Durante o período, o comércio bilateral totalizou US$ 10,75 milhões (cerca de R$ 36 milhões). “O Brasil é único das Américas que possui embaixada na Coreia do Norte. A visita ao país neste momento tão importante, como é a Cúpula das Coreias, é essencial para estreitarmos as relações comerciais”, ressaltou Pedro Chaves.

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