20/03/2018 16h20

Executivos alegam dificuldades em regularizar multas de R$ 5 milhões

Redação

Desde segunda-feira (19), o município de Cassilândia registra uma crise econômica em razão do fechamento da planta frigorífica de propriedade do grupo JBS.

O fechamento do local que tem capacidade para abater 500 cabeças diariamente e dois milhões de animais por ano impactará nos empregos diretos e indiretos de 684 famílias.

A informação foi confirmada pelo presidente do sindicato rural, Cilas Alberto de Souza, durante entrevista concedida na manhã desta terça-feira (20).

Na ocasião, o representante dos pecuaristas da região explicou que a diretoria da JBS reuniu-se com o prefeito Jair Boni e informou que as multas assumidas pela antiga administração (Rodopa), no valor de R$ 5 milhões pagas trimestralmente inviabilizaram a continuidade das operações.

Outro fato decisivo foi a determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que impugnou a compra feita pela JBS S/A referente a três unidades de abate de bovinos em 2012, nos municípios de: Santa Fé do Sul (SP), Cachoeira Alta (GO) e Cassilândia (MS).

“Estamos vivendo um trauma na cidade, pois os maiores empregadores são a prefeitura e o frigorífico JBS. É uma notícia que preocupa pelo impacto econômico, tanto a população quanto os empresários que terão de transportar os animais para abate em outros municípios, diminuindo ainda mais a margem de lucro”, observa Souza.

POSIÇÃO ESTRATÉGICA

O frigorífico mais próximo localiza-se em Goiás há 20 quilômetros, porém assim como o Frigorífico Estrela, localizado no estado de São Paulo (240 km) será necessário pagar Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). No lado de Mato Grosso do Sul existe a Marfrig em Paranaíba (100 km) e Frigosul em Aparecida do Taboado (145 km).

Segundo o presidente, como o prédio do frigorífico pertence ao município existe uma possibilidade de que retorne para responsabilidade da administração municipal.

“Conversei com o prefeito e existe essa possibilidade, porém, a administração aguardará uma decisão definitiva. O lado positivo é que vários grupos da região demonstraram interesse em arrendar a planta, mas, ainda temos que aguardar os entendimentos”, finaliza.

(*) Correio do Estado

(Foto: Correio do Estado)

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