05/04/2018 08h31

Willams Araujo

Golpe de mestre

Depois da rasteira que deu no ex-deputado estadual Londres Machado, de quem tirou o controle do PR em Mato Grosso do Sul, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), prepara para atropelar o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. A estratégia – dizem fontes palacianas, é tomar o PP de suas mãos para fortalecer o projeto político da deputada federal Teresa Cristina (DEM). Tudo isso com o aval do ex-governador André Puccinelli, pré-candidato do MDB ao governo do Estado.

Dois pesos

O troca-troca de partidos deve revelar algumas acomodações políticas no último prazo da chamada janela partidária em Mato Grosso do Sul. O PSDB do governador Reinaldo Azambuja, ,que ganhou recentemente o deputado estadual Paulo Corrêa (ex-PR), deve perder um integrante de sua bancada na Assembleia Legislativa. Demonstrando descontentamento no ninho tucano, a deputada Mara Caseiro está sendo assediada pelo PSB, para onde já foi o deputado federal Elizeu Dionízio (Ex-PSDB).

Chapão

Costura de bastidores aponta que a ideia de alguns dirigentes partidários e até de parlamentares que pensam em garantir a reeleição em outubro é compor uma chapa proporcional capaz de fazer entre três e quatros representantes na Assembleia Legislativa e garantir a permanência de Elizeu Dionízio na Câmara. O PSB, por exemplo, iria para a disputa este ano atrelado ao Pros, Solidiariedade e PRB.

Mui do peito

Marun afirmou à CBN que a Operação Skala foi um ‘excesso de autoritarismo’. O ministro disse que as prisões de pessoas próximas ao presidente Michel Temer não vão influenciar a reforma ministerial realizada pelo Planalto, uma vez que, segundo ele, o episódio se tratou de um ponto fora da curva. “Desde o Congresso da UNE em Ibiúna não se prende tanta gente simplesmente para ouvir depoimentos. O que a gente deseja é que isso tenha sido um ponto fora da curva e não represente, como aconteceu em 1968, um símbolo de endurecimento e de um novo surto de autoritarismo”, disparou.

Prisões

Marun também criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal, que pediram e autorizaram o cumprimento de 13 mandados de prisão na ação. Na lista, havia amigos de Temer, como o advogado José Yunes, ex-assessor especial da presidência. Ele afirmou que a PGR e o STF não podem agir mancomunados, como se fossem uma única instituição, mas que Temer não condicionou a indicação de Raquel Dodge como procuradora-geral da República. Ainda fez críticas à atuação da Câmara e do presidente da Casa, Rodrigo Maia, no caso. Ele cobrou que a Câmara se posicione de maneira mais enérgica diante das decisões do STF.

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