24/06/2015 08h49 – Atualizado em 24/06/2015 08h49

Essas licitações vão contemplar todas as regiões e serão 17 trechos recuperados; Bataguassu e Brasilândia receberão o serviço

Redação

O Governo do Estado vai abrir em julho 18 licitações para a recuperação e manutenção de rodovias estaduais. O anúncio foi feito pelo secretário de Infraestrutura, Ednei Marcelo Miglioli, em entrevista ao Jornal do Rádio, da 104 FM, e Jornal da TVE.

Segundo o secretário, levantamento apontou a situação da malha rodoviária e o diagnóstico é de que os maiores problemas estão nas estradas vicinais, não pavimentadas.

Em relação às rodovias pavimentadas, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) deve priorizar os trechos mais críticos, entre eles Bataguassu-Brasilândia, Santa Rita do Pardo-Bataguassu, na região Leste, e Caarapó-Amambai, região Sul. “Essas licitações vão contemplar todas as regiões, cada Residência Rodoviária da Agesul vai tocar uma frente de serviço. São 17 Residências”, afirmou Miglioli.

AEROPORTOS

O secretário de Infraestrutura também anunciou a realização de estudos para obras de reformas e ampliação de aeroportos regionais e descartou a expansão do Aeroporto Internacional de Campo Grande. “Vivemos um momento muito difícil no País para encampar grandes obras”, disse. De acordo com Ednei Miglioli, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) admite reforma para atender as necessidades mjais urgentes, mas reconhece que o projeto da Infraero, que prevê a construção de novo terminal e mudanças grandes, seria ideal. Técnicos da SAC se reuniram com Miglioli para destravar procedimentos burocráticos e pedir aceleração nos processos de licenciamento ambiental.

OBRAS INACABADAS

Sobre as obras inacabadas herdadas do governo passado, o secretário de Infraestrutura informou que o governador Reinaldo Azambuja já autorizou a conclusão de 80% delas. Estão sendo investidos recursos próprios do Estado e do Governo Federal.

A maior das obras não concluídas é o Aquário do Pantanal. O Governo projetou a conclusão para dezembro, mas Miglioli não vê perspectivas de terminar até o fim do ano. “O Aquário do Pantanal é uma obra muito complexa e houve erros no planejamento. Tudo que começa errado é difícil consertar”, disse o secretário.

Segundo Ednei Miglioli, são quatro empresas envolvidas em um único projeto e cada uma trabalha sob um contrato, mas se encontram no cronograma físico. “Estamos fazendo todo esforço para terminar a obra este ano, mas não tenho segurança sobre essa previsão”, afirmou o secretário, lembrando que há ainda o problema dos peixes, que está sendo tratado no âmbito da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semade).

Em razão dos erros no projeto, que resultaram na imprevisibilidade do cronograma, cerca de 80% dos peixes morreram. Agora o Governo terá que readquirir as espécies que viera a óbito, mas esse é um trabalho que precisa ser sincronizado com a entrega da obra, segundo o secretário.

A rodovia MS-395 vai receber a recuperação, conforme o secretário Ednei Marcelo Miglioli (foto: Divulgação)

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