05/07/2017 09h11

Notícia foi confirmada após governo anunciar reajuste de 2,94%

Da Redação

O governo de Mato Grosso do Sul confirmou nesta terça-feira (4), por meio do secretário de Estado de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis, que ainda não tem dinheiro guardado para o pagamento do 13º salário dos servidores deste ano, mas afirmou que está trabalhando para garantir o recurso.

Representantes do Fórum dos Servidores deixaram a reunião com o governo na segunda-feira (3) mostrando indignação com a informação de que não teria “1 centavo” guardado para o pagamento no fim do ano.

“Não temos como queríamos a reserva para o pagamento do 13º salário. Temos uma queda de R$ 500 milhões com o ICMS do gás. Isso nos tirou parte da receita esperada, mas estamos buscando alternativas para deixar esse caixa certo”, afirmou o secretário. “Não temos hoje, mas estamos trabalhando para pagar o direito do servidor”.

Para garantir um fôlego e cumprir esses compromissos, o governador Reinaldo Azambuja participa nesta terça-feira de uma reunião no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para renegociar a dívida do estado com o banco. Mato Grosso do Sul possui 49 mil servidores ativos e 21 inativos.

Sem dinheiro

Segundo o Portal da Transparência, o governo sul-mato-grossense arrecadou desde o início do ano R$ 6,073 bilhões, mas já empenhou R$ 8,948 bilhões – uma diferença de 48%. O empenho é a fase em que a administração pública se compromete a reservar o valor para cobrir despesas. Carlos Alberto de Assis afirmou, no entanto, que essa comparação não deve ser vista com alarde porque existem flutuações na arrecadação pública conforme o mês.

Apesar do cenário de dificuldade, o governo tem conseguido fazer os salários dos servidores até o quinto dia útil. O salário referente a junho foi depositado na noite de ontem (3).

Reajuste “possível”

Alegando incapacidade financeira para um reajuste maior, o governo do Estado propôs ontem aos representantes das diversas categorias um reajuste linear de 2,94% para ser pago a partir de outubro. O impacto na folha, segundo o governo, será de R$ 11 milhões. Os sindicatos discutirão a proposta em assembleias.

Na ocasião, o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, afirmou que Mato Grosso do Sul era o único estado do país a ter anunciado reajuste aos servidores, informação que foi contestada pelo Midiamax. Acre, Alagoas e Ceará também definiram aumentos nos salários do funcionalismo público.

Carlos Alberto de Assis explicou que, na verdade, o Estado foi o único a dar aumento para todos os servidores, das mais diversas categorias.

(*) Midiamax

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