15/03/2012 15h08 – Atualizado em 15/03/2012 15h08

Irregularidade da chuva prejudicou as pastagens do estado. Por causa dos gastos, criadores decidiram abater mais animais.

Da Redação*

Em Mato Grosso do Sul, os pecuaristas vem ofertando mais animais aos frigoríficos no primeiro trimestre do ano. Eles dizem que o motivo é a má condição da pastagem.

Nos últimos meses, as chuvas não foram suficientes para recuperar o capim e agora com a aproximação do outono, a umidade do campo deve diminuir ainda mais.

Para diminuir os gastos com a suplementação do rebanho é necessário comercializar os animais. Além dos machos, os pecuaristas estão vendendo também as fêmeas.

Dos 1.800 bovinos criados em uma propriedade, 60% são vacas. Há uma semana, o dono vendeu um lote com 60 matrizes e não pretende manter os outros animais no pasto por muito tempo. A intenção é descartar, pelo menos, metade do rebanho.

Em três meses, Delcídio Baseggio vendeu 180 bovinos, o dobro de animais que ofertou no mesmo período do ano passado.

A grande oferta de bois no mercado influencia no preço da arroba. No estado de São Paulo, a cotação esta semana ficou em torno de R$ 92, enquanto no mesmo período do ano passado, valia R$ 110. Em Mato Grosso do Sul também houve queda, a arroba está sendo comercializada por R$ 89, R$ 9 a menos do que o praticado há um ano.

O pecuarista Rui Fachini, do município de Sidrolândia, se diz preocupado com a situação. “Com o atraso nas chuvas, nós tivemos problemas de pasto e por isso começamos a descartar animais mais velhos para desafogar um pouco a fazenda”, explica.

(*) Com informação G1/MS

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