27/06/2017 15h29

Literatura fictícia chegou a incrível marca de 450 milhões de exemplares comprados ao redor do mundo

Flávio Veras

A saga Harry Potter completou ontem (26) 20 anos do lançamento do primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal. A edição original, foi vendida apenas no Reino Unido e continha mil cópias. Mas hoje, após o sucesso mundial, a literatura fictícia chegou a incrível marca de 450 milhões de exemplares comprados ao redor do mundo.

O universo pode ser considerado um fenômeno, pois a escritora britânica J.K. Rowling, autora da saga, foi rejeitada por 10 editoras. Hoje, como se a magia de Harry tivesse algum efeito, poucos livros podem ser comparados em termos de popularidade.

ENTENDA O CONTO

A história narra as aventuras de um aprendiz de bruxo e de seus amigos Rony Weasley e Hermione Granger na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, dirigida por Albus Dumbledore. O principal ponto dela gira em torno do combate entre Harry e Lord Voldemort, um bruxo das trevas que busca a imortalidade e que assassinou os pais do menino.

NÚMEROS

Os sete volumes da saga foram traduzidos para 79 idiomas em 200 países e venderam um total de 450 milhões de exemplares desde o seu lançamento em 1997, segundo a editora britânica Bloombury.
A primeira edição do primeiro livro teve uma tiragem de 1.000 exemplares – convertidos hoje em tesouros para os colecionadores – e valeu a J.K. Rowling um contrato de 1.500 libras.

Além disso, apesar de existirem apenas sete livros, foram produzidos oitos filmes, já que o último livro foi dividido em duas partes. Os dois primeiros foram dirigidos por Chris Columbus, o terceiro por Alfonso Cuarón, o quarto por Mike Newell e os quatro últimos por David Yates.

Uma peça de teatro também foi criada e encenada. “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” tem dois atos, cada um com aproximadamente duas horas e meia, elaborados para serem vistos no mesmo dia. A história é centrada em um dos filhos de Harry.

Segundo dados do site de setembro de 2016, os filmes faturaram 7,2 bilhões de dólares, os livros 7,7 bilhões e os produtos derivados 7,3 bilhões.

POTTERHEAD

Todo esse sucesso não demorou muito a chegar ao Brasil e acabou arrebatando milhões de fãs. Aqui em Três Lagoas não é diferente. Daniel Ramos; que morou na cidade, mas hoje vive na Bélgica; falou como começou a gostar desse universo. “Eu me apaixonei pela história com 14 anos, através do filme Harry Potter Pedra Filosofal. Na época eu assisti o projeto em VHS. O que me fascinou foi ver o Harry atravessar a plataforma 9 3/4. Foi muito mágico. A partir daí comecei a comprar os livros de Harry Potter”, explicou.

E comprou mesmo. Hoje o fã coleciona 50 exemplares que foram adquiridos em vários idiomas. “Tenho em holandês, francês, inglês, latim, alemão e até português”, brincou.

E por esse motivo, Ramos se considera um dos maiores fãs desse universo, mas também, não poderia ser para menos. Ele coleciona todo e qualquer item que tenha como tema o bruxo. Além disso, sempre está indo em feiras e museus da Europa para conhecer ainda mais sobre a saga. “Hoje tenho a réplica de uma coruja, capa original, varinha, cachecóis, touca camiseta, copo térmico, muitos itens. Tudo que envolve o Harry eu procuro ter”, revelou.

ACESSO FÁCIL

“Hoje que resido na Bélgica há 2 anos e 4 meses, consegui tudo isso com facilidades. Aqui temos mais acessos em comprar os produtos com valores mais acessíveis. Além é claro, das feiras e museus, como o Museu do Harry Potter Exibition. Quando estive lá foi uma emoção tremenda, pois estava perto de artigos originais usados durante as gravações,” complementou.

Como ele tem uma viagem marcada para o Brasil, para regularizar seu visto de estudante, pretende durante a escala da volta para a Bélgica, passar em Londres e visitar a estação de trem King Crross, famosa entre os fãs por ser retratada no filme. “Além disso, pretendo pegar uma Première e também assistir à peça “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Se conseguir consigo ampliar minha lista de realização lidas a saga”, finalizou.

OLHAR DE JORNALISTA

Outra grande fã do HP, como ela mesmo denominou, é a jornalista Laila Rebecca do Amaral. Ela revelou que sua história com o personagem também começou junto com o lançamento do primeiro filme em 2001. “Na época eu tinhas apenas 11 anos. Logo após o filme, eu queria mais sobre aquele universo. A partir disso, comecei a ler os livros. Me apaixonei mais ainda”, revelou.

INFLUÊNCIA

E complementou, “Olha, HP, mudou muito a minha vida. Era uma época que tinham poucas leituras que realmente prendiam a minha atenção. Elas eram massivas, sabe de colégio, que a gente abandonava no meio por ser muito densas. Com HP, o gosto pela leitura voltou. Comecei a me interessar mais por livros mais longos, com mais história. Isso me ajudou muito na escola, e depois no vestibular”.

Além disso, ela comentou que os contos lhe ajudaram a formar sua personalidade. “Era uma época de transição, de criança para pré-adolescente, onde a gente tem um monte de lutas internas, confusões. As histórias me ajudaram muito. Além da nossa criação, dos pais mesmo, os livros me ajudaram a vivenciar situações em que vi o valor da amizade e do amor. E isso foi muito significativo. Então, são valores que a gente aprende, estabelece, que a gente leva pra vida toda”, explicou.

Em relação aos itens que coleciona ela comentou que, “eles me faz lembrar de todas as sensações boas, e até frustações que tive que lidar que foram criadas no imaginário por meio dos livros”.

PRECOCEITO

Ao ser questionada se sofreu algum preconceito por ser fã desse universo finalizou dizendo que, “tem pessoas que nem pararam para entender que ali ser bruxo é só uma figura para falar do diferente, pois, se a gente for ver, cada um dos personagens tem características bem marcadas, o que geralmente, crianças com essas características sofrem preconceitos”.

(*)Colaboração Thais Santos

Daniel Ramos visitou o Museu do Harry Potter Exibition, Bélgica(Foto: Reprodução/Facebook )

Laila começou a ler a saga aos 11 anos após assistir o primeiro filme em 2011(Reprodução/Facebook)

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