24/07/2017 12h50

Crime foi descoberto após a PM receber informação de um possível homicídio na rua Amazonas

Redação

Um auxiliar técnico de 21 anos, morador do bairro Gasparelli, em Andradina, foi preso no domingo (23), acusado de matar agente de saúde Marco Antônio de Oliveira Pereira, 49. A vítima teve o corpo parcialmente queimado, colocado dentro de uma geladeira e jogado em um matagal.

O acusado alegou que se sentia perseguido e ameaçado de morte pelo agente, por isso decidiu matá-lo. A polícia também prendeu um serviços gerais de 23 anos, morador do bairro Canaã, suspeito de participação no homicídio.

O crime foi descoberto após a Polícia Militar, por meio do tenente Ilton e cabo Calister, receber informação de um possível homicídio na rua Amazonas, bairro Stella Maris. No local havia manchas de sangue e durante a tarde, testemunhas viram pessoas retirando uma geladeira do local.

Os policiais saíram em patrulhamento e surpreenderam o auxiliar técnico sentado em um campo de futebol, com uma faca no pescoço, dizendo que iria se matar. A equipe conseguiu convencê-lo a entregar a faca e, durante conversa, ele confessou que havia estrangulado Pereira.

CRIME

De acordo com a polícia, o crime ocorreu na sexta-feira (21). O delegado Vinicius Scolanzi informa que as partes se conheceram havia uma semana e se encontraram na casa da vítima para tratar da locação de um imóvel dela. Pereira foi morto com golpe de braço, quando estava entre a cozinha e a despensa da casa.

Para se desfazer do corpo, o acusado comprou sacos de carvão e ateou fogo. Depois, colocou o cadáver na geladeira, onde o manteve até o domingo, quando decidiu contratar um caminhão frete para desová-lo à beira da estrada vicinal José Rodrigues Celestino.

Ele teve a ajuda do comparsa, de um vizinho e do motorista do caminhão para carregar a geladeira. Ao vizinho e ao motorista, ele alegou que o mau cheiro que exalava era de uma capivara abatida, que teria estragado porque a geladeira estava desligada.

O corpo, que foi encontrado com um saco plástico na cabeça amarrado por um fio de telefone, amordaçado e parcialmente queimado. Ele passou por exame necroscópico e foi enterrado na manhã desta segunda-feira (24).

O motorista e o vizinho do acusado receberam R$ 50 cada um pelo serviço não sabiam que carregavam um corpo. Após serem ouvidos, eles foram liberados. Os outros dois foram levados para a cadeia de Pereira Barreto.

(*) Folha da Região

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