Obras devem terminar até maio e inauguração pode acontecer no primeiro semestre de 2020; Governo não será responsável pela administração direta da unidade, que deve ser repassada a uma instituição parceira

Está nascendo: cinco anos depois da assinatura da primeira ordem de serviço o Hospital Regional de Três Lagoas entra na reta final da construção civil.

Segundo o Secretário de Saúde, Geraldo Resende, a unidade, que contará com 202 novos leitos, deve ser inaugurada ainda no primeiro semestre deste ano.

Em entrevista exclusiva ao Perfil News, Resende afirmou que está sendo montado um grupo de trabalho para definir a forma de gestão do Hospital Regional de Três Lagoas. Mas uma coisa é certa: não será via administração direta. Ou seja: o Hospital não será operado pelo Governo do Estado e não deve ser aberto concurso para contratação de pessoal.

Além de modernizar a forma de gestão, a decisão de repassar a administração do Hospital para instituições parceiras é uma maneira de respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, já que o Estado está no limite de contratação de pessoal e não poderia absorver o número de colaboradores que o HRTL demandará: cerca de 400 de forma direta e outros 200 em serviços terceirizados, como cozinha, limpeza e segurança.

“Estamos formando um grupo para discutir especificamente o Hospital de Três Lagoas. Vou visitar hospitais importantes pelo país, como o Hospital do Subúrbio, em Salvador, que funciona via Parceria Público-Privada e é um modelo de gestão”, disse Resende. “A governança do Hospital de Três Lagoas nasce com uma nova modelagem, nova forma de administração”, afirmou.

Uma das coisas que o grupo decidirá será se o Hospital Regional será gerido via PPP ou se será entregue a organizações sociais, no modelo das Santas Casas.

O Secretário Geraldo Resende esteve em Três Lagoas em maio do ano passado para vistoriar as obra do Hospital Regional; ele deve voltar à cidade em março de 2020 para acompanhar a reta final das obras, já em fase de conclusão. Foto: Ricardo Ojeda

ENTORNO

Outra preocupação do Secretário é em relação às obras que precisam ser feitas para o acesso ao prédio do Hospital. “Precisamos de uma rotatória na rodovia e da pavimentação da rua lateral do Hospital para tornar mais fácil e segura a chegada das pessoas à unidade”, afirmou Resende, que visitou as obras do Hospital em maio do ano passado e deve voltar à cidade em março para acompanhar a reta final das obras.

VERBAS FEDERAIS

O Governo do Estado anunciou hoje, 7, que recebeu R$ 125 milhões em verbas federais que devem ser destinadas à saúde. Desse montante, R$ 34.890.428 estão empenhadas para a compra de equipamentos e mobiliário do Hospital de Três Lagoas.

Serão adquiridos instrumentos e equipamentos de alto custo, como aparelhos de tomografia e ressonância nuclear magnética até mobílias hospitalares, num total de mais de 3.600 itens.

“Em 40 anos de existência de nosso Estado, nunca Mato Grosso do Sul teve tantos recursos federais para investimento na área de saúde”, explica o secretário de Saúde, Geraldo Resende.

PREENCHENDO LACUNAS

Segundo Resende, o Hospital Regional não “competirá” com o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora. “A ideia é não duplicar serviços e não competir com os hospitais que já nos atendem. Vamos somar, não dividir”. Dessa forma, o Governo deve discutir com a administração do Auxiliadora as lacunas que precisam ser preenchidas e os atendimentos com demanda reprimida para que a população seja atendida com qualidade.

Uma dessas demandas deve ser a absorção de parte dos alunos do curso de medicina da UFMS. A prática médica (estágio) é feito mediante convênio – e nem sempre o repasse do governo é suficiente para cobrir os custos do Auxiliadora. Por isso, Resende afirmou que o Regional deve também servir de abrigo aos novos médicos e estudantes – desde que a UFMS firme um convênio com a unidade.

Em novembro de 2018 alunos da Medicina da UFMS se manifestaram contra as condições de estágio. Situação deve melhorar com a inauguração do Regional. Foto: Arquivo Perfil News

ESTRUTURA

Construído num terreno de 26.466,28m², o prédio de 15.687,00 m² Serão oferecidos serviços de emergência e urgência, psiquiatria, diagnóstico, tomografia, ressonância magnética, raios-X e ultrassonografia. A estrutura contará com ambulatórios, leitos, centro cirúrgico, auditório, salas de aulas, laboratórios, esterilização e área técnica dos equipamentos de climatização do centro cirúrgico.

A unidade também terá salas pré-parto, parto e pós-parto; indução e recuperação de pacientes; observação pediátrica; observação paciente; observação psiquiátrica; UTI cirúrgica; UTI clínica; enfermarias; internação isolamento; semicrítico; preparo e recuperação pós anestésica e observação e recuperação do paciente.

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