03/10/2013 10h19 – Atualizado em 03/10/2013 10h19

Idosos são cautelosos no trânsito, mas precisam tomar cuidados com fatores biológicos

Nos oito primeiros meses de 2013, foram atropelados nas ruas da capital 56 pessoas com idade superior a 60 anos, de acordo com dados do Detran-MS

Da Redação

A população brasileira está envelhecendo. De acordo com dados do IBGE, no país já residem mais de 14 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Em Mato Grosso do Sul não é diferente. Atualmente estão habilitados 125.338 idosos no estado. De janeiro a agosto de 2013, essa faixa da população se envolveu em 1.135 acidentes em Campo Grande, de um total de 15.681.

Apesar da idade mais avançada trazer cautela, é preciso prestar atenção em alguns fatores. É o que explica o assessor de psicologia do trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), Renan Soares da Cunha Junior. “O idoso tem mais tranqüilidade no trânsito, é mais cauteloso do que a população jovem. Porém, deve prestar atenção às dificuldades de mobilidade e audição. Outro fator importante é a lentidão do tempo de reflexo para surpresas que podem acontecer, como uma fechada, ou uma criança que atravesse a rua correndo, por exemplo”, ressalta o psicólogo.

Renan lembra que não é somente como motorista que o idoso deve redobrar a atenção, mas também tomar os cuidados necessários como passageiro de ônibus e pedestre. “Utilizar as rampas de acesso para deficientes é um caminho, além de tomar cuidado com o tempo de travessia na faixa de segurança”, afirma.

Nos oito primeiros meses de 2013, foram atropelados nas ruas da capital 56 pessoas com idade superior a 60 anos, de acordo com dados do Detran-MS.

OUTRAS OPÇÕES

Elijane Coelho é educadora física e ensina adultos a andar de bicicleta. A maior procura para aprender é de idosos. “As pessoas de mais idade têm a mesma dificuldade que alguns alunos de 40 anos, o que mais inibe é o conceito de que andar de bicicleta é algo que se aprende na infância”, afirma. Grande parte dos alunos de Elijane não se imagina no trânsito. “Eles aprendem mais para lazer mesmo, e não para utilizar nos trajetos diários”.

A educadora física acredita que a bicicleta é uma opção viável para os idosos que pretendem parar de dirigir, mas para isso seria necessária a construção de mais ciclovias na cidade. Renan também acredita que com o tempo será preciso aderir a uma política pública voltada para idosos no trânsito. “Um ambiente mais acolhedor, no qual os idosos tenham mobilidade. Além da adaptação dos transportes públicos, das calçadas e dos elementos que compõem o trânsito”, acredita.

(*) Com informações de Notícias MS

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