23/10/2013 15h17 – Atualizado em 23/10/2013 15h17

IFMS expõe trabalhos em feira científica na capital

Dos 130 trabalhos que estão sendo apresentados na III Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (FETEC MS), 82 são de estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS)

Da Redação

Dos 130 trabalhos que estão sendo apresentados na III Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (FETEC MS), 82 são de estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). O evento é organizado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) até esta sexta-feira, 25, no ginásio Moreninho, em Campo Grande.

O câmpus com maior número de projetos de pesquisa expostos é Coxim (20), seguido de Ponta Porã (16), Aquidauana (14), Campo Grande (13), Três Lagoas (7), Nova Andradina (8) e Corumbá (4). A delegação do IFMS conta com 134 integrantes, entre alunos e professores.

“Essa participação significativa do IFMS reflete a qualidade do ensino, o que repercute nas ações de pesquisa. Isso é possível graças ao trabalho que está sendo desenvolvido gradativamente no Instituto, com destaque para a atuação dos orientadores dos projetos”, aponta o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Luiz Simão Staszczak.

No evento, além dos 130 projetos de estudantes do ensino médio e técnico, outros 14 serão apresentados na II FETECC MS Jr., voltada a alunos do ensino fundamental.

Os projetos serão avaliados por 100 profissionais de diferentes universidades do país. Além de certificados para todos os projetos expostos, a premiação inclui medalhas, troféus e credenciamento para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), organizada pela Universidade de São Paulo (USP).

Projetos – “Glossário digital técnico: inglês-português-Libras” foi criado devido à necessidade da estudante do curso técnico em Informática do Câmpus Coxim, Sara Matheus, 19, de compreender os termos técnicos usados em sala. Ela é deficiente auditiva e enfrenta dificuldades porque grande parte dos termos não possui tradução para o português e para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).

O projeto consiste na criação de um software usado para a catalogação de mais de 300 termos ligados à área de informática. Além da tradução comum para o português, as palavras também terão uma imagem que as represente, uma explicação técnica e a reprodução em Libras.

Igor Caires, 15, também autor do projeto, tem grandes perspectivas para o trabalho. “O objetivo é acabar com as barreiras e trazer o deficiente para o contexto da informática. Esse é um sistema inédito no Brasil e, quando finalizado, pretendemos disponibilizá-lo para outras instituições de ensino”, diz.

Uma solução que evite o uso de repelentes químicos em bambuzais atacados pelo inseto caruncho Dinoderus motivou a pesquisa dos estudantes do curso de Eletrotécnica do Câmpus Campo Grande, Thalita Lima, 15, e Matheus Segatto, 16, que desenvolvem uma maneira de afastar a praga por meio de ondas eletromagnéticas emitidas por um roteador.

“Os resultados mostram que, em média, 92 de 100 carunchos são repelidos com o uso do roteador. O número é de apenas 12 sem o uso do aparelho”, afirma Thalita.

Matheus espera que, no futuro, a pesquisa possa contribuir para o controle de insetos em plantações. “Nosso objetivo é expor o projeto na Febrace para que ele ganhe reconhecimento. Queremos aplicar o estudo em bambuzais e em outros tipos de vegetação, para que o caruncho não destrua mais as plantações”.

A professora de educação física do Câmpus Campo Grande, Márcia Maria Coutinho, orienta pela primeira vez um projeto participante da Feira. Ela acredita que a pesquisa no ensino médio tem reflexo na formação do estudante em nível superior. “É fundamental que eles conheçam formas de fazer pesquisa. Quando forem para a graduação, já estarão preparados para realizar pesquisas mais complexas”.

Sustentabilidade – Com o objetivo de produzir hortaliças em área urbana, estudantes do curso técnico em Informática do Câmpus Ponta Porã utilizaram o conhecimento das ferramentas da plataforma arduíno para criar um projeto de estufa sustentável.

“A ideia era envolver agricultura e informática, os dois cursos que temos no câmpus. A placa arduíno utilizada na estufa, juntamente com sensores de umidade e luz controla cada função da estufa, como o momento certo de irrigação”, afirma uma das alunas responsáveis pelo projeto, Cristiane Lanzarin, 17, que participa pela primeira vez da Feira.

Também com foco na sustentabilidade, alunas do curso técnico em Eletrotécnica de Campo Grande propõem o fornecimento de energia solar ao câmpus. “Quanto mais usarmos energias sustentáveis, menos malefícios iremos causar ao meio ambiente”, aponta Jaqueline Arguelho, 16.

O projeto conta com a montagem de um protótipo, uma casa de madeira que contém uma célula solar, um interruptor, circuito elétrico e um led, que demonstra didaticamente como funciona o sistema.

“No final, faremos ao câmpus uma proposta de implantação da energia solar, primeiramente no bloco do curso de Eletrotécnica, para iluminação dos corredores e saída de emergência”, afirma a estudante Rebeca Espíndola, 17.

FETEC MS – É uma parceria da UFMS com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT/MS) e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Além do transporte, o IFMS ofereceu aos alunos participantes da Feira um auxílio em dinheiro para custear gastos com alimentação, hospedagem e confecção do banner para apresentação dos trabalhos, por meio de edital de seleção publicado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propi).

(*)Com informações de Assecom IFMS

O evento é realizado pela UFMS no ginásio Moreninho, em Campo Grande (Foto: Divulgação/Assecom)

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