19/05/2015 15h49 – Atualizado em 19/05/2015 15h49

Os dois projetos foram premiados ainda entre os 50 melhores da América Latina pela OEA.

Assessoria

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) recebeu quatro premiações na edição 2015 da Intel ISEF (Feira Internacional de Ciências e Engenharia), realizada entre os dias 10 e 15 de maio, em Pittsburgh (EUA). Seis estudantes e dois professores do Instituto apresentaram projetos de pesquisa no evento, considerado a maior competição científica de ensino médio do mundo.

O projeto “Termociclador de baixo custo para amplificação de DNA”, aparelho que pode reduzir custos e ampliar o acesso a exames clínicos associados ao DNA, desenvolvido pelo estudante Luiz Fernando Borges, do Câmpus Aquidauana, foi considerado o melhor projeto de tecnologia social brasileiro pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

Outro projeto premiado foi a “Miniplataforma de coleta de dados agrometeorológicos: utilizando tecnologias computacionais livres”, criada para auxiliar o processo de cultivo em propriedades rurais.

Desenvolvido no Câmpus Campo Grande pelos estudantes Eduardo Campos, Lucas Moraes e Pedro Rocha, sob a orientação do professor Jiyan Yari, o trabalho conquistou o terceiro lugar na menção honrosa da Sociedade Americana de Meteorologia (AMS, na sigla em inglês) e U$ 500.

Os dois projetos foram premiados ainda entre os 50 melhores da América Latina pela OEA.

“O apoio financeiro dado pelo IFMS e o ambiente escolar, que proporciona liberdade de pensamento para fazermos o projeto que desejamos, além dos profissionais capacitados para ajudar o estudante, foram muito importantes para conquistarmos os prêmios”, diz Eduardo Campos, um dos autores do projeto da Miniplataforma.

Também participou da feira o projeto “AutoGuardian”, dispositivo para simulação de acidentes de trânsito que permite o embasamento da análise feita pela perícia, das estudantes Mariana Chermont e Bruna Rodrigues, do Câmpus Nova Andradina.

No total, cerca de 1.700 estudantes de nível médio de mais de 70 países participaram do evento. Foram distribuídos ao todo U$ 5 milhões em bolsas de estudos e prêmios em 14 categorias. A delegação brasileira levou 18 trabalhos, recebendo 8 premiações.

EXPERIÊNCIA

De acordo com o chefe da delegação do IFMS, professor Rodrigo Duran, o evento foi uma grande experiência para os participantes.

“Concorremos em pé de igualdade com os melhores do mundo, mas o mais importante foi a desenvoltura que nossos estudantes adquiriram. Eles apresentaram os trabalhos em inglês para o público, o que nem todos os participantes conseguiram”, explica.

Além disso, o modelo de treinamento adotado pelo IFMS, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), vai se tornar referência para outras instituições.

“Nós fizemos uma preparação prévia, com workshops para os estudantes apresentarem o projeto em inglês. Já nos informaram que esse modelo que implantamos será reproduzido pela Intel ISEF em outras instituições”, completa.

INTEL

É organizada desde 1950 pela Society for Science & the Public, organização sem fins lucrativos que atua em prol da ciência. Por meio de edital de seleção, o IFMS ofertou auxílio financeiro para a viagem.

A classificação dos projetos para a Intel ISEF foi conquistada durante a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em março, em São Paulo, e na Mostra Brasileira e Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), promovida em Novo Hamburgo (RS), em outubro de 2014.

No ano passado, três estudantes e uma docente do Instituto estiveram na Intel ISEF. Na ocasião, um dos projetos apresentados, do Câmpus Coxim, foi premiado.

(*) Assessoria de Comunicação IFMS

Estudantes de Nova Andradina com o professor Rodrigo Duran. (Foto: Assessoria)

Comentários