17/11/2006 10h54 – Atualizado em 17/11/2006 10h54

Gazeta de Toledo

Um incêndio de grandes proporções destruiu na tarde de ontem, por volta das 16:30 horas, a Fábrica de Assados e Empanados da Sadia, na cidade de Toledo. Cerca de 250 funcionários trabalhavam naquele setor de produção quando o fogo foi verificado no setor secundário e em cinco minutos, segundo funcionários que deixaram as instalações correndo, as chamas já haviam tomado conta das instalações. Apesar da fúria do fogo, não houve registro de vítimas, já que os funcionários saíram pelas portas de emergência. Segundo as informações extra-oficiais repassadas por funcionários que trabalhavam naquele setor na hora do incêndio, havia uma equipe realizando um trabalho de solda na área conhecida como setor secundário e repentinamente verificou-se a presença de fumaça e fogo. Foi dado o alerta geral e quando o fogo fugiu do controle, todos os funcionários trataram de evacuar a área. A Fábrica de Assados estava em funcionamento há cerca de um ano e gradativamente vinha aumentando a sua escala de produção. No local, trabalhava um total de 600 funcionários, divididos em turnos e há menos de 30 dias, segundo as informações obtidas junto à Assessoria de Imprensa da empresa, passou a funcionar a sétima linha de produção. Além da Brigada de Incêndio da Sadia, três caminhões de combate a incêndio do Corpo de Bombeiros de Toledo foram utilizados, além de um veículo de resgate. A preocupação após o alastramento das chamas era em manter resfriada a caldeira e os cilindros de amônia, para evitar uma explosão. Foi solicitado o apoio de uma equipe do Corpo de Bombeiros de Cascavel, que deslocou o caminhão que possui uma escada de cerca de 30 metros, chamada Auto Lançador Aéreo, que foi utilizado no trabalho de rescaldo. Foram utilizados cerca de 20 bombeiros, incluindo os que estavam de folga e que prontamente foram acionados e se deslocaram para o local do sinistro. O incêndio que atingiu a Fábrica de Assados da Sadia, logo foi percebido por toda a cidade e localidades próximas, inclusive Cascavel, devido à grande nuvem negra que formou-se no céu. Ao tempo em que a notícia ia se difundindo via emissoras de rádio e até mesmo nos comentários entre as pessoas, a concentração de populares em frente à fábrica incendiada foi aumentando, formando uma multidão, sendo necessária a mobilização de policiais militares, civis e guardas municipais, para retirarem as pessoas do local, diante do risco de explosões. Apesar de a todo o instante serem ouvidas pequenas explosões, não houve explosão de maior dimensão. No local, foram verificadas as expressões de desespero de funcionários preocupados com a vida de colegas de trabalho e também com o futuro. “Onde vamos trabalhar agora?” comentou um funcionário que acabara de deixar o local. “Teve gente que só teve tempo de deixar o local com as roupas de trabalho. Lá ficaram roupas de uso externo e bolsas e carteira com documentos. Várias foram as pessoas que tinham acabado de ir receber e tinham guardado o dinheiro no armário e que agora, queimou tudo. Isso não parecer estar acontecendo”, declarou uma funcionária, desesperada em meio a centenas de populares. De acordo com as informações repassadas pela Assessoria de Imprensa da Sadia, provavelmente no dia de hoje, sexta-feira, peritos já comecem os trabalhos para avaliar as causas do incêndio. Quanto ao futuro dos funcionários da unidade destruída nada foi declarado. E. R.

Cerca de 600 funcionários trabalhavam no local, quando o incêndio ocorreu, por volta das 16h15min, formando uma enorme nuvem de fumaça que podia ser vista a quilômetros de distância. O prédio, no entanto, foi evacuado rapidamente, sem o registro de feridos. O incêndio começou por volta das 16h15min e mobilizou a brigada de incêndio da empresa, o Corpo de Bombeiros de Toledo e até de Cascavel, para onde foi pedido reforço, bem como Polícia Militar e agentes da Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito.

Centenas de pessoas se aglomeraram nas imediações para ver a proporção da tragédia, entre eles funcionários que iriam iniciar o seu turno de trabalho. Policiais militares e da Secretaria de Segurança e Trânsito isolaram a área diante dos riscos de explosão. A fábrica teve perda total, segundo informações extra-oficiais, e a preocupação maior dos bombeiros era de refrigerar os tanques de amônia, diante de riscos de explosão pelo calor intenso. O incêndio, segundo informações obtidas junto a funcionários, começou na linha 6, pelas paredes. “Tão logo os funcionários viram fumaça foram abertas as portas de emergência e todos os funcionários saíram rapidamente, contou um dos funcionários do setor, que preferiu não se identificar. Segundo ele, houve bastante correria, mas todos os funcionários saíram rapidamente e em segurança. Ele afirmou ainda que os funcionários somente perceberam a gravidade do ocorrido na parte externa da empresa, uma vez que internamente o incêndio parecia de pequenas proporções.

A linha 6 entrou em operação há menos de um mês. No interior da empresa o material é altamente inflamável, incluindo plástico, isopor, papelão, óleo utilizado para frituras e tanques de amônia. O gás é utilizado para a refrigeração, altamente inflamável e tóxico, se inalado. Conforme a assessora de imprensa da empresa, Lizete Kreutz, a preocupação maior da empresa na quinta-feira, era com a segurança das pessoas. Segundo ela, o sistema de segurança funcionou, com a evacuação rápida da empresa sem que tenha sido registrado qualquer registro de feridos. A fábrica de assados, empanados e cozidos servia como fábrica modelo. Nela foram investidos quase R$ 150 milhões.

A Sadia pretendia emitir nesta sexta-feira um comunicado oficial sobre o sinistro, avaliando as proporções dos prejuízos. Até ontem, a empresa não sabia o que provocou o incêndio. A empresa é a maior de Toledo e em todo o seu complexo abriga cerca de 8 mil funcionários diretos. O prefeito de Toledo, José Carlos Schiavinato, e o vice-prefeito, Lúcio de marchi, estiveram no local e se solidarizaram com a direção da empresa, colocando a infra-estrutura do município à disposiçâo. Foram deslocadas equipes de saúde e ambulâncias, bem como caminhões pipa com água para combate ao incêndio. E.C.T.

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