23/03/2012 10h34 – Atualizado em 23/03/2012 10h34

Da Redação*

O setor industrial de Mato Grosso do Sul, composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, já abriu, nos mês de janeiro e fevereiro deste ano, 1.168 novos postos formais de trabalho, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. No período, o destaque é para o segmento da indústria da construção civil, com a abertura de 1.138 vagas.

Ainda segundo informações do Radar da Fiems, o setor industrial foi o segundo que mais empregou nos últimos dois meses, ficando atrás somente do setor de serviços, com 2.928 vagas, e à frente dos setores agropecuário, com 759 vagas, e comercial, com 281 vagas, sendo que o setor de administração pública teve saldo de 52 vagas no período.

Além disso, a indústria mantém elevada a participação sobre o saldo total de empregos formais criados em Mato Grosso do Sul com 22,5% no período considerado, ficando atrás, somente, do setor de serviços que, em igual intervalo, responde por 56,4% do total.

Para se ter ideia, em fevereiro o segmento industrial sul-mato-grossense gerou 811 postos formais de trabalho, correspondendo a 35,8% do total de novos empregos criados em Mato Grosso do Sul no mês, ficando atrás, somente, do segmento de serviços que, no mesmo período, registrou a abertura de 1.381 vagas, respondendo por 60,9% do total. Mato Grosso do Sul, com o saldo obtido em fevereiro de 2012, alcançou a marca de marca de 589,6 mil postos formais de trabalho.

Esse crescimento indica uma elevação equivalente a 1,14% sobre o estoque total verificado ao fim de 2011. Na mesma comparação, o estoque por segmento econômico passou a ser de 154,8 mil postos formais de trabalho no setor de serviços (+1,99%), 133,9 mil empregos na administração pública (+1,44%), 123,2 mil na indústria (+0,96%), 113,5 mil no comércio (+0,26%) e 64 mil na Agropecuária (+1,14%).

Índice de Evolução do Emprego

Já com relação ao Índice de Evolução do Emprego Formal na Indústria, o segmento industrial, na posição verificada em janeiro, foi de 180,5 pontos, indicando um crescimento de 81% sobre o estoque do ano base de 2005, quando o setor tinha 68.269 trabalhadores. Na mesma comparação, o setor de serviços apresentou um índice de 155,3 pontos e crescimento de 55%, o comércio com 141,8 pontos (+42%), a agropecuária com 116,6 pontos (+17%) e administração pública, também, com 115,2 pontos (+15%), enquanto, no caso do emprego formal total em Mato Grosso do Sul, o índice de evolução alcançou a marca 140,6 pontos (+41%).

O Radar da Fiems constatou, deste modo, que no período compreendido entre 2005 e 2012, até o mês de fevereiro, o ritmo de expansão do emprego formal na indústria em Mato Grosso do Sul foi 28% maior que o apresentado pelo conjunto da economia estadual. Na mesma comparação, em relação aos segmentos de serviços, comércio, agropecuária e administração pública, o ritmo de expansão da indústria foi maior em 16%, 27%, 55% e 57%, respectivamente.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, os índices de evolução do emprego no setor de serviços, indústria, comércio e agropecuária apresentaram desempenhos equivalentes a 1,4%, 0,7%, 0,3% e -0,2%, respectivamente, enquanto a administração pública, na mesma comparação, não apresentou alteração em seu índice. Por fim, quando comparado com igual mês do ano anterior, o Índice de Evolução do Emprego Formal apresentou o seguinte desempenho: emprego total (+3,4%), serviços (+6,0%), comércio (5,2%), indústria (4,7%), administração pública (-0,1%) e agropecuária (-0,3%).

NOTA TÉCNICA – A classificação utilizada pelo Sistema Fiems na apuração do emprego formal total existente nas atividades industriais do Estado utiliza-se do mesmo critério presente na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), organizada no âmbito da Comissão Nacional de Classificação (CONCLA), sob a coordenação de representante da Secretaria da Receita Federal e com a participação de representantes da administração tributária das esferas estadual e municipal e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Por fim, vale ressaltar que este é o mesmo critério usado pelo IBGE no cálculo das Contas Nacionais para a apuração do Produto Interno Bruto (PIB) para o segmento industrial. A CNAE classifica como indústria as atividades pertencentes às seções B (indústrias extrativas), C (indústrias de transformação), D (eletricidade e gás), E (água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação) e F (construção civil).

(*) Com informações do Jornal Tribuna Livre

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