24/04/2014 18h14 – Atualizado em 24/04/2014 18h14

Segundo Jorge Martinho, a Sanesul nunca notificou a ANP sobre o fechamento do poço

Da Redação

Durante a sessão da Câmara Municipal realizada no dia 15 deste mês, o vereador Jorge Martinho falou sobre a reunião que teve com o Superintendente de Exploração da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Marcus Almeida Rezende. Na ocasião, a pauta discutida era sobre o fechamento do Poço do Palmito, que, por conta do grande vazamento, está causando prejuízos ao meio ambiente.

De acordo com o vereador, o diretor da ANP informou que a agência não recebeu nenhuma solicitação da Sanesul para o fechamento do poço, que fornece água para boa parte de Três Lagoas, versão que contraria a empresa de saneamento.

Ainda de acordo com Martinho, o presidente da Sanesul afirma que o novo poço que substituirá o Palmito já está pronto, e que só depende da Petrobras fazer o tamponamento para que entre em operação.

Tive a informação, no Rio de Janeiro, que a Sanesul nunca notificou a ANP. Aliás, a ANP informou que vem notificando a Sanesul desde 2009, sobre a necessidade do fechamento do poço. Esta história de que a Petrobras seria o bicho papão, não procede”, disse o vereador.

“Então, de acordo com o diretor com a qual tivemos audiência, as notícias veiculadas em Três Lagoas, de que os técnicos fariam o fechamento até o final do mês, ou em setembro, como se falava anteriormente, não procedem”, completou Martinho.

Com o objetivo de esclarecer a situação, o vereador apresentou requerimento solicitando que o gerente local da Sanesul informe quando foi feita a solicitação de fechamento, com as cópias dos ofícios. No entanto, o requerimento não foi aprovado pelo plenário, tendo voto favorável apenas dos vereadores Beto Araujo, Idevaldo Claudino, Gil do Jupiá e do proponente, Jorge Martinho.

Outra questão levantada por Jorge Martinho foi sobre notícia de que a Petrobras tem apenas duas sondas com capacidade para o fechamento. Segundo ele, a ANP informou que são muitos equipamentos Brasil afora e que, inclusive a própria Sanesul apresentou orçamento, em outro período, de empresa do Mato Grosso do Sul capacitada para o trabalho. “Eles só estranharam porque o orçamento era de valor elevadíssimo”, explicou.

Sobre o vazamento no poço, que tem despejado água com temperatura de cerca de 56° e com composição química muito diferente no Córrego do Palmito, afluente do Paraná, Jorge apresentou fotos e documentos aos diretores da ANP, relatando que a situação é grave. Também solicitou que pesquisadores da Universidade de Mato Grosso do Sul façam análise dos danos à flora e à fauna.

O parlamentar comentou que o diretor também demonstrou preocupação com o vazamento, sobretudo porque podem estar ocorrendo outros vazamentos ao longo da tubulação, contaminando os lençóis freáticos. “Neste caso, o estrago ambiental seria irreversível”, opinou.

Jorge destacou que são necessárias medidas emergenciais para sanar o vazamento e também para substituir o abastecimento por uma água mais potável e saudável. “Temos que cobrar o que é de direito porque esta água tem oferecido sérios riscos à saúde da população, e agora traz riscos ao meio ambiente”, finalizou.

(*) Com informações de Assessoria de Imprensa

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