22/04/2013 11h29 – Atualizado em 22/04/2013 11h29

O treinamento começou hoje (22/04) e prossegue até sexta-feira (26/04) junto a representantes de MS, PR, AC e ES

Da Redação

Como parte do Programa Networking para Qualidade, Tecnologia, Inovação e Competitividade do Setor Mobiliário em Madeira, o Instituto italiano Cosmob (Centro Tecnológico para o Setor de Madeira e Móveis) iniciou nesta segunda-feira (22/04) e prossegue até sexta-feira (26/04), na FatecSenai Campo Grande, com treinamento junto a técnicos do Senai dos Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Acre e Espírito Santo. Trata-se da 2ª etapa do projeto de consultoria de análise do ciclo de vida (LCA) para avaliar, de forma sistemática, os impactos ambientais dos produtos fabricados pela indústria moveleira em todas as fases, desde a extração das matérias-primas até o destino final dos móveis.

O Programa, que em Mato Grosso do Sul é fruto de uma parceria entre Senai e Sindmad (Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Móveis em Geral, Marcenarias, Carpintarias, Serrarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeira, de Cortinados e Estofados do Estado), foi firmado no ano passado com o Cosmob e teve o 1º encontro na Itália. Ele conta com o apoio do Senai Nacional e busca consolidar uma rede de ecodesign baseada na sustentabilidade ambiental para o atendimento da indústria brasileira de mobiliário em madeira e tem ainda a participação de outros departamentos regionais da entidade em 6 Estados.

BENEFÍCIOS

Segundo o diretor-técnico do Senai, Dax Peres Goulart, o programa será um diferencial para os Estados beneficiados com a tecnologia disponível nessa parceria com o Cosmob. “Com a inclusão da metodologia de estimativa da sustentabilidade de produtos e da adequação a padrões internacionais, o Senai passa a contribuir ainda mais para que a indústria moveleira se torne mais competitiva”, destacou. Para o gerente da FatecSenai Campo Grande, Artur Quintella, sediar o encontro é de grande importância para a entidade. “Além de trabalhar no projeto, o Senai está envolvido ativamente por meio da capacitação dos profissionais, buscando levar soluções para as indústrias”, declarou.

Já o responsável pelo laboratório do Cosmob, Francesco Balducci, avalia que a sustentabilidade é um dos principais fatores que agregam valor para a economia. “Esse é a grande diferença para as empresas que aderem à tecnologia, com a melhora do processo produtivo, qualidade e melhor utilização da madeira”, afirmou. Ele explica ainda que, nesta etapa, o Programa detalha o software Everdee, usado no monitoramento das etapas de fabricação de móveis e que permitirá a validação do seu caráter sustentável.

Francesco Balducci acrescenta que investir na sustentabilidade é uma forma de aperfeiçoar as empresas para ingressar no mercado internacional e também para atender ao mercado interno. “Essa ferramenta pode ser utilizada desde empresas de pequeno porte e auxilia na avaliação do impacto e hoje o mercado demanda por produtos com a preocupação sustentável”, avaliou. O software será implementado para atender a indústrias moveleiras e em Mato Grosso do Sul será instalado, inicialmente, nas empresas MovFlex e Liarte, como empresas-piloto para o desenvolvimento das ações do projeto.

TÉCNICOS

O técnico do Senai de Mato Grosso do Sul, Willy Catani, destaca que esse trabalho vai permitir melhorias nas empresas moveleiras. “Com esse projeto, nos aproximamos da demanda por serviços tecnológicos por parte das pequenas empresas da cadeia produtiva de madeira e móveis”, informou. O técnico do Senai do Acre, Renato Rocha, observa que a aplicação da metodologia irá dar mais versatilidade para as empresas e também uma oportunidade de direcioná-las para certificação de processos produtivos. “Isso fará com que as empresas estejam creditadas para alcançar novos mercados, como o privado, além da exportação”, afirmou.

Para a técnica do Senai do Paraná, Claudia Lens, a nova ferramenta irá colaborar com as empresas de forma significativa, principalmente, quanto a questão das normas ISO 14040 e 14044. “Ela pode e deve ser usadas como ferramenta de apoio ao planejamento do sistema de gestão”, falou. O técnico do Senai do Espírito Santo, Reginaldo Miguel, acredita que as informações que serão repassadas as empresas irão causar impacto no processo produtivo. “A preocupação com o meio ambiente deve ser uma exigência para quem produz”, disse.

Nesta terça-feira (23), das 7h45 às 9h45, no auditório da FatecSenai Campo Grande, os técnicos do Senai de Mato Grosso do Sul, em parceria com o Cosmob, vão detalhar a consultoria de análise do ciclo de vida (LCA) em área florestal para avaliar, de forma sistemática, os impactos ambientais dos produtos em todas as fases, desde a extração das matérias-primas até o destino final do produto. Conforme Adriane Ricartes Guimarães Salazar, da Asemp (Assessoria de Atendimento Empresarial) do Senai no Estado, vão participar da apresentação empresários, sindicato e representantes do Sebrae/MS e das prefeituras do interior do Estado.

(*) Com informações de Assecom Senai

Comentários