20/05/2015 12h24 – Atualizado em 20/05/2015 12h24

Nacional de greve da categoria, que já marcou paralisações a partir do final deste mês, por tempo indeterminado. Os servidores estão sendo convocados pelo Sindjufe/MS

Assessoria

Servidores do poder judiciário federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul, se reúnem neste sábado (23) para decidir se aderem ao movimento nacional de greve da categoria, que já marcou paralisações a partir do final deste mês, por tempo indeterminado. Os servidores estão sendo convocados pelo Sindjufe/MS (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul), para às 10h00 em sua sede, na Rua João Tessitore, 252, Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

“Essa será uma forma de pressionarmos as autoridades para garantirmos a aprovação dos projetos que revisam os planos de cargos e salários da categoria (PL 28/2015 e PL 7819/14) e barrar as propostas conservadoras, em discussão no Congresso Nacional, que retiram direito dos trabalhadores, em especial o PL 30/2015, da Terceirização (PL 4330 aprovado na Câmara) e as Medidas Provisórias 664 e 665 (que estão no Senado), encaminhadas pela presidente Dilma e que retiram direito dos trabalhadores, dificultando o acesso ao seguro-desemprego, ao PIS e à pensão por morte”, explica José Ailton de Mesquita, Coordenador Jurídico do Sindjufe/MS.

O sindicato espera contar com a presença maciça de servidores do judiciário federal e MPU de Mato Grosso do Sul nessa assembleia geral. “Somente uma mobilização mais radicalizada será capaz de garantir a aprovação do nosso reajuste salarial”, argumenta o coordenador jurídico.
O calendário nacional de paralisação, encabeçada pela federação da categoria, a Fenajufe, prevê a participação de toda a categoria no ato do dia 27 de maio em todo o país, deve paralisar as atividades por 24 horas. Nesse mesmo dia, haverá um ato nacional, em frente ao STF, e também reunião da direção da Fenajufe com um representante de cada sindicato de base, em Brasília.

Para o dia 29 de maio, o compromisso da categoria é participar do Dia Nacional de Paralisação Rumo à Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais, entre as quais a CSP-Conlutas, a CUT e a Intersindical, em parceria com os movimentos sociais dos mais variados setores, através da deliberação do Fórum dos SPFs, da qual a Fenajufe participa. A pauta central desse dia de luta unificada é o ajuste fiscal do governo Dilma, o PLC 30 (PL 4330) e as Medidas Provisórias 664 e 665, aprovadas na Câmara dos Deputados.

Ainda segundo o calendário aprovado na reunião ampliada, nos dias 2 e 3 de junho a categoria promoverá greve de 48 horas, cuja construção deve ser aprovada na rodada de assembleias dos próximos dias. A paralisação de dois dias é parte do esforço da Fenajufe e dos sindicatos de base de mobilizar a categoria para deflagrar a greve por tempo indeterminado, cuja data limite é o dia 10 de junho, considerando que outros setores dos servidores públicos federais, como os da base do Andes-SN e da Fasubra, já iniciarão greve a partir do dia 28 de maio.

A Fenajufe enfatiza que as entidades necessitam seguir este calendário aprovado e construir uma grande greve, em conjunto com as demais categorias dos servidores federais, que já iniciam a greve a partir do dia 28 (Andes-SN e Fasubra). O objetivo é barrar a posição do governo de não conceder reajuste para a nossa categoria e de não atender a pauta geral de reivindicações do funcionalismo público, como a data-base em 1º de maio, direito à negociação coletiva, aprovação da PEC 555 e a retirada dos projetos que nos atacam (PLC 30 – da terceirização, PLP 248- que quebra a estabilidade, PL 92 – das fundações do direito privado, entre outros).

(*) Assessoria

Coordenadores do SINDJUFE-MS. (Foto: Assessoria)

José Ailton, coordenador do Sindjufe-MS. (Foto: Assessoria)

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