01/04/2019 11h06

Caso aconteceu em Três Lagoas. O casal tinha uma transportadora e Tribunal considerou que, como o marido tinha ordem de restrição, ela não podia ir ao trabalho e mandou que ele pagasse os direitos e restituísse o plano de saúde dela e dos filhos

Redação

Um empresário três-lagoense, preso em flagrante por agredir a mulher em dezembro do ano passado, sofreu outra derrota, desta vez pela Justiça do Trabalho. Ele será obrigado a pagar os direitos trabalhistas da ex-mulher e restituir o plano de saúde da ex-esposa e dos filhos, que ele havia cortado.

Juntos, eles eram donos de uma transportadora na cidade. Após sofrer reiteradas agressões, A.S.C.C.A foi mantida em cárcere privado e espancada pelo marido em frente à amante.

“ELE VAI ME MATAR”

Ao perceber que o marido iria colocá-la dentro do carro para sair, A. conseguiu entrar em contato com a advogada, alertando que corria risco de morte. “Ele vai me colocar no carro e, se conseguir passar a ponte, ele vai me matar”, ela disse à profissional, via mensagem pelo celular.

Durante todo o cárcere, na casa e no carro, a mulher estava com a filha do casal, de um ano e 11 meses no colo.

A advogada acionou a polícia e, após tocaia em frente à residência da cliente, avistou o carro saindo, com H. e A. A polícia interceptou o veículo e prendeu H.. Desde então, A. vive em local desconhecido, com ordem de restrição contra o, agora, ex-marido.

A AÇÃO NO TRT

Com o afastamento do trabalho e a obrigação de sair da cidade, A.S. começou a passar necessidades, assim como os filhos. A Justiça do Trabalho entendeu que, como o ex-marido está proibido de aproximar-se da ex-mulher, não há como manter a relação empregatícia.

A decisão saiu em tempo recorde, já que tanto a mulher quanto os filhos passam por necessidades e a justiça acatou o caráter de urgência dado ao caso.

Assim, o agressor ficou obrigado a dar à ex-mulher a rescisão do contrato de trabalho, dar baixa na carteira, liberar as guias para saque do FGTS e para requerimento do seguro-desemprego, pagar as verbas rescisórias e a multa de 40%, totalizando R$ 13.879.

Momento em que a caminhonete é interceptada pelos policiais e a mulher, resgatada. Foto: Confidencial/Perfil News

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