20/01/2012 10h36 – Atualizado em 20/01/2012 10h36

De acordo com a Opaq, as autoridades líbias devem apresentar um plano detalhado para a destruição dos arsenais químicos

Agência Brasil

A Organização para a Prevenção de Armas Químicas (Opaq) informou hoje (20) que o ex-presidente da Líbia Muammar Khadafi mantinha arsenais de armas (químicas) no país. Uma equipe da organização inspeciou um lote de armas descoberto pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), que assumiu o comando do governo desde a queda de Khadafi no ano passado.

“A pedido das autoridades líbias, os inspetores examinaram as munições, principalmente projéteis, e informaram que são químicas”, diz o comunicado. As munições estão armazenadas no depósito de Ruwagha, no Sudeste da Líbia, assim como outros produtos químicos, que foram declarados oficialmente como destruídos.

De acordo com a Opaq, as autoridades líbias devem apresentar um plano detalhado para a destruição dos arsenais químicos. O plano deve ser apresentado até 29 de abril deste ano – data máxima. O aviso da organização foi transmitido por meio de comunicado oficial.

Em 2004, a Líbia aderiu à Opaq, organização sediada em Haia, na Holanda, cujo trabalho é fiscalizar a implementação da Convenção sobre Armas Químicas. De acordo com as autoridades, a Líbia mantém cerca de 11,5 toneladas de gás mostarda – produto que provoca queimaduras químicas nos olhos, na pele e nos pulmões.

Por quase um ano, os líbios viveram sob clima de guerra. Simpatizantes e adversários do governo de Khadafi se enfrentaram no país. Em 20 de outubro do ano passado, Khadafi foi morto. O corpo ficou em exposição pública. Três dias depois, o CNT declarou a “libertação total” do país.

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