16/03/2016 09h22 – Atualizado em 16/03/2016 09h22

Delcídio Amaral (PT-MS) acabou se transformando num verdadeiro homem-bomba e pode implodir o governo que ajudou a construir ao longo de sua vida pública. Ao fechar acordo de delação premiada, segundo revista, o petista jogou farofa para todos os cantos do ventilador. Desta vez, mirou até o emblemático ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que teria tentado negociar seu silêncio para evitar um desastre ainda maior à presidente Dilma. Diante disso, a coisa promete pegar fogo daqui pra frente contra aqueles que enfiaram a mão em cumbuca.

REFLEXIVO

O deputado estadual Felipe Orro decidiu não arriscar um embarque no lotado bonde tucano para pensar melhor aonde vai se abrigar após sua saída do PDT. Nos bastidores, especula-se sua filiação ao PSB ou ao PPS, dois partidos que o atraem para um projeto de candidatura a prefeito da Capital. O parlamentar não abre mão dessa possibilidade desde que transferiu seu domicílio eleitoral de Aquidauana para Campo Grande. Certamente, quer testar sua densidade eleitoral por aqui para tentar alçar voo rumo à Câmara Federal nas eleições de 2018. O tempo dirá se ele tomou a decisão certa.

CONSELHO

Além dos conselhos dados pela Assomasul, os prefeitos de Mato Grosso do Sul devem receber em breve uma cartilha com orientações sobre as medidas administrativas que devem tomar neste último ano de mandato. A cartilha foi elaborada pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), que entende que essa fase exige dos gestores municipais uma série de condutas, como cuidados com as prestações de contas e até as estratégias de propaganda eleitoral.

CORTE

O Ministério da Saúde suspendeu a transferência do incentivo financeiro referente ao número de equipes de Saúde da Família, equipes de Saúde Bucal e de Agentes Comunitários de Saúde aos Municípios com irregularidades no cadastro de profissionais no SCNES (Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde). Ao todo, 164 municípios em 21 estados terão o incentivo suspenso, que ocorreu por conta de duplicidade no cadastramento de profissionais do sistema.

BARRADO

A maioria dos 11 vereadores de Bela Vista não aceitou ganhar salário de professor como queria o parlamentar Johnys Basso (DEM). Pela proposta, o salário atual de R$ 7,5 mil cairia para R$ 2.135,64, atual piso nacional da categoria, mas foi rechaçada pelos nobres pares. Vale ressaltar que além do autor do projeto, Alcyr Mendonça e Lucinete Leite Lino, ambos do PMDB, votaram favoráveis à redução dos vencimentos dos atuais legisladores. Inconformado, Basso disse que vai recorrer à Justiça para garantir a aprovação daquilo que considera justo.

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