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quinta-feira, 2 de dezembro, 2021
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Depois de 17 dias na UTI, Laurinha vence Covid-19 e finalmente pega o filho nos braços

A jovem estava no sétimo mês de gestação e foi necessária uma cesárea antecipada. Ela pegou Davi Lucca no colo pela primeira vez só depois de ser transferida para o quarto

Foram semanas difíceis para a família da estudante de pedagogia, Laura de Souza Albuquerque, 21. Depois de sentir dores de cabeça e procurar um médico do convênio, os sintomas começaram a aparecer e o diagnóstico de COVID-19 fez com que a três-lagoense fosse internada.

Laurinha, como é chamada pelos familiares e amigos, era grupo de risco, estava no sétimo mês de gestação. Foram apenas quatro dias entre o início dos sintomas e a internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Auxiliadora. Mas como a jovem estava grávida foi necessário antecipar o parto e seria preciso uma UTI Neonatal para receber o bebê que nasceu prematuro. Diante dessa situação, ela foi transferida para o Hospital Regional de Franca (SP), onde passou 17 dias na UTI.

“Esses dias foram angustiante para nós todos da família. Foi muito desesperador, mas também foi de muitas orações, muita fé; e a fé em Deus deu a cura da Laurinha e fez com que desse tudo certo no nascimento do Davi Lucca, que foi um milagre”, contou Sueli Bazé, avó paterna da jovem.

Foram dias de aflição também para o mecânico industrial, Lucas Henrique Pereira de Souza, 21, esposo de Laurinha, que agora, aliviado com a melhora dela, aguarda ansioso o retorno da companheira para casa e a alta do filho do deles para que possam comemorar essa vitória. Eles moram com os avós, de 63 anos. Ninguém na casa apresentou sintomas do Covid-19, apenas Laurinha.

Laura foi transferida da UTI para o quarto nesta segunda-feira (8), e teve a emoção de pegar seu filho no colo pela primeira vez. “Foi maravilhoso poder olhar a carinha dele, conhecer ele, sentir ele pela primeira vez e saber que ele está bem, não sei nem como falar, mas foi algo maravilhoso e único para mim, nunca vou me esquecer desse momento, foi o melhor da minha vida”, comemorou a jovem.

A alta da jovem e do bebê está programada para os próximos dias. Como eles estão em Franca (SP) e a família em Três Lagoas, eles ficam sabendo as novidades e matam a saudade por chamadas de vídeo. Antes disso, a família era notificada uma vez por dia com um boletim informativo que descrevia qual era o quadro de saúde de Laurinha. Nesse tempo, o pai da jovem e uma assistente social davam o suporte necessário para ela e a família. “Foram Dias longos, dias que eu chorava achava que não sairia daquela UTI, não via a hora de ir para o quarto, mas quando deu o dia de sair foi um alívio. Estou ansiosa para poder ir para casa”, disse a jovem.

Laurinha conclui a entrevista falando sobre as sequelas da Covid-19 e deixa uma alerta. “Ainda tenho bastante dificuldade de andar sozinha, mas espero que tudo isso normalize logo. O Coronavírus não é brincadeira, é muito sério, eu nem sei como aconteceu tudo isso comigo, como eu peguei, porque eu me cuidava muito. Eu deixo aqui o meu recado: usem máscara, lavem as mãos, só saiam se necessário, e levem a sério, pois, tudo que eu passei eu não desejo para ninguém”.

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