06/09/2017 15h12

Veículo é cinza e com vidros escuros. Suposta sequestradora estava bem vestida e lutou com a avó da criança

Lucas Gustavo

Foi grande a agonia de uma moradora, de 39 anos, que transitava com o neto, de apenas 6 meses, em um carrinho de bebê, no final da tarde de ontem (5), em Castilho (SP). Uma mulher desconhecida tentou retirar a criança da avó à força, nas proximidades da rua Carlos Bevilacqua, região central da cidade. A cena durou poucos minutos, mas foi desesperadora.

Em entrevista ao Perfil News, Amanda de Oliveira dos Reis, de 22 anos, tia do bebê, descreveu a história contada por sua mãe. De acordo com ela, no momento da tentativa de rapto, a rua encontrava-se vazia, praticamente. A suposta sequestradora estava como passageira de uma caminhonete cinza e com vidros escuros. A mulher seria loira, com o cabelo na altura do ombro e bem vestida.

CENA CHOCANTE

A suspeita desceu rapidamente do veículo e foi em direção ao bebê, o qual dizia ser dela, e quis pegá-lo do carrinho. Aflita, a avô empurrava a acusada, mas ela insistia. A mulher só não conseguiu tomar a criança graças a um motociclista que passava pela rua e interviu na situação. A suposta sequestradora voltou para a caminhonete e, até então, não foi mais vista.

‘’E se a pessoa que estivesse dirigindo o veículo também descesse e ajudasse a mulher? Não sei como estaria meu sobrinho agora. Aqui em Castilho todo mundo conhece todo mundo e minha mãe disse que essa sequestradora com certeza é de fora. Fica o alerta para todos os pais estarem de olho em seus filhos, pois o perigo está próximo’’, esclareceu Amanda, que também fez um desabafo no Facebook sobre o caso.

Assustada, a avó do bebê não conseguiu gravar a placa do veículo. A família, segundo a tia, vai procurar a Polícia Civil para prestar queixa sobre o fato.

INVESTIGAÇÃO

Procurado pela reportagem, o delegado titular de Castilho, Carlos Falsiroli, informou que aguarda o registro da ocorrência para dar início às investigações. A instrução dele aos pais é que, caso algo semelhante ocorra, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente pelo telefone 190.

Criança alvo da acusada tem apenas 6 meses. (Foto: Arquivo pessoal).

Família vai registrar o caso na Polícia Civil (Foto: Arquivo).

Comentários