06/10/2015 13h30 – Atualizado em 06/10/2015 13h30

O presidente da FIEMS, Sérgio Longe, acrescentou que o setor industril sul-mato-grossense é impulsionado por 550 mil trabalhadores

Assessoria

Como parte da série de reportagens “Como sair da crise”, exibida pelo Programa Bom Dia MS, da TV Morena, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, concedeu entrevista, nesta terça-feira (06/10), para falar das ações de apoio do Sistema Indústria para o desenvolvimento do setor em Mato Grosso do Sul. “A Fiems é uma entidade patronal mantida pela iniciativa privada e, dessa forma, atende as demandas das indústrias. Nesse sentido, nós precisamos construir ações que apoiem o desenvolvimento do setor no Estado”, declarou.

Ele reforçou que, hoje, o setor produtivo emprega algo em torno de 550 mil trabalhadores em todo Estado, dos quais 200 mil são do setor de serviços, 130 da indústria, 125 mil do comércio e por volta de 70 mil da agropecuária. “Essa força de trabalho é mobilizada pelas federações e cada uma trata de oferecer o apoio necessário. E, nessa força de alinhamento, temos procurado desenvolver trabalhos dos mais variados, tanto apoiando as empresas já instaladas, quanto as novas empresas que têm interesse em vir para Mato Grosso do Sul”, pontuou.

Sérgio Longen explicou que, com o apoio do Governo do Estado, a Fiems construiu o PDR (Programa de Desenvolvimento Regional) para buscar o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul como um todo. “Desta forma já temos inúmeras indústrias investindo no Estado, com plantas novas em Água Clara, Paranaíba, Bela Vista, Maracaju, enfim, são vários municípios que foram contemplados com a instalação de novas empresas. Além disso, recentemente, foram encaminhadas a implantação de mais duas novas frentes de trabalho na produção de suínos e de frangos, que praticamente vão dobrar as nossas produções de carne dessas duas espécies no Estado e que em breve serão oficializadas pelo Governo do Estado, mas o Sistema Fiems, por meio do Sesi e Senai, já está mobilizado para dar o suporte necessário para essas novas plantas industriais”, garantiu.

INVESTIMENTOS

Sistema Fiems em obras de ampliação, reforma e modernização das unidades do Sesi e Senai no Estado, totalizando mais de R$ 148,7 milhões e beneficiando as cidades de Campo Grande, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Sonora e Três Lagoas. No caso da Capital, são R$ 70 milhões, sendo R$ 17 milhões na ampliação do Senai, R$ 18 milhões na edificação da Escola da Construção do Senai e R$ 35 milhões na construção do Novo Sesi, enquanto em Dourados são R$ 4,5 milhões na construção do Laboratório Físico Químico de Alimentos do Senai, em Naviraí mais R$ 1,1 milhão na ampliação do CISS (Centro Integrado Sesi Senai), em Nova Andradina são R$ 9,3 milhões na construção do CISS, em Sonora são R$ 2,8 milhões na construção da nova Agência do Senai e em Três Lagoas são R$ 61,3 milhões, dos quais R$ 25 milhões vão para a construção do ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), R$ 30,3 milhões na construção do Novo Sesi e R$ 6 milhões na reforma e ampliação do Senai.

“Esses investimentos demonstram o apoio que estamos disponibilizando para a implantação de novas empresas no Estado, ressaltando que esses recursos são todos do setor privado e é o setor patronal quem paga essa conta. Com os projetos aprovados pela CNI, buscamos desenvolver atividades industriais de uma forma bem organizada e os nossos investimentos estão em todas as regiões do Estado”, afirmou o presidente da Fiems, citando que para este ano são 80 mil vagas em cursos de educação profissional oferecidas pelo Senai, das quais mais de 90% são gratuitas e estão presentes em 53 municípios do Estado por meio das unidades fixas, flexíveis e móveis para os cursos presenciais e, onde tiver Internet, qualquer interessado poderá realizar os cursos a distância.

Além disso, o Senai prestou mais de 120 mil horas de serviços tecnológicos às indústrias do Estado, como por exemplo, assessorias e consultorias, em diversas áreas, com o intuito de otimizar e melhorar vários aspectos operacionais, impactando diretamente na competitividade das mesmas. São 11 projetos de inovação que estão sendo desenvolvidos com indústrias do Estado e do Brasil por meio de seus institutos de tecnologia de alimentos e bebidas, em Dourados, e de inovação em biomassa, em Três Lagoas, com recursos da ordem de R$ 10,5 milhões, em pesquisa de novos produtos e processos que visem tornar as empresas mais competitivas em nível mundial.

Ele afirma que o setor industrial precisa ter uma força de trabalho qualificada para atrair as empresas. “Você chega a um bairro com os cursos gratuitos, iniciamos com uma turma cheia de 30 alunos e, depois de três meses, esse número cai para apenas 10 alunos, é um custo alto para nós iniciarmos um curso e não conseguir concluído com uma quantidade satisfatória de alunos. Porém, não podemos desistir e é nessa linha que nós empresários estamos investindo, em educação profissional. Também temos apostado na área de inovação, pois a competitividade das indústrias está ligada a essa área, esse é o novo Senai. Um exemplo é o nosso ISI Biomassa, que está em construção em Três Lagoas e será entregue em maio de 2016”, analisou.

OUTROS SERVIÇOS

Já o Sesi leva as ações do SST (Saúde e Segurança do Trabalhador) para 386 indústrias, atendendo 25.280 trabalhadores, enquanto com os programas de Vida Saudável foram 136 indústrias atendidas e 70.267 trabalhadores beneficiados e, na área de Educação Continuada, foram 45.718 matrículas em diversos cursos. No caso do IEL, foram 10.574 vagas em 22 cursos nas mais diversas modalidades distribuídas por 29 cidades do Estado, sendo que 105 empresas foram certificadas em cinco edições do PQF (Programa de Qualificação de Fornecedores), sendo 20 empresas certificadas somente neste ano em Três Lagoas, gerando mais de R$ 160 milhões de negócios gerados entre fornecedores que passaram pelo PQF e as grandes indústrias.

Sérgio Longen ainda completou que, por meio do CIN (Centro Internacional de Negócios), a Fiems tem atuado junto às empresas na área de importação e exportação. “Graças ao trabalho do CIN conseguimos viabilizar uma parceria com a Infraero e Governo do Estado para fazer a alfandega dos produtos importados em Campo Grande, bem como exportar por aqui, eliminando aquela burocracia de ser obrigado a fazer esse serviço nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) ou em Santa Catarina. Isso melhora muito o nosso fluxo de importação e exportação”, garantiu.

O presidente da Fiems pontua que é essa força de trabalho, quer na área de inovação, quer na área de logística, que traz tranquilidade de suporte para as empresas. “Esse é o diferencial de Mato Grosso do Sul, incentivos fiscais modernos e uma logística integrada que está sendo construída. Nos próximos dias já teremos a primeira exportação pelo porto de Murtinho, que era um sonho antigo nosso, tínhamos aquele porto à disposição, mas não usávamos. Além disso, as ferrovias estão na pauta do Governo para voltarem a ser uma alternativa de transporte e, com relação ao problema de falta de energia, já mapeamos o setor energético, que inclui a energia eólica, a fotovoltaica e a hídrica, para que encontremos uma saída. Ou seja, de certa forma a indústria está organizada e os nossos principais gargalos estão identificados e há uma busca para solucioná-los, há uma organização muito forte para o desenvolvimento da indústria”, finalizou, prevendo dias melhores para o setor produtivo estadual como um todo.

(*) FIEMS

Longen durante entrevista nesta manhã (06) para o programa

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