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Lula admite que dossiê impediu vitória no 1º turno

06/10/2006 10h13 – Atualizado em 06/10/2006 10h13

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Na entrevista de hoje a emissoras de rádio do Nordeste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou otimismo em relação à possibilidade de se reeleger e mencionou, fatores que, na avaliação dele, impediram sua vitória no primeiro turno da eleição, contra todos os prognósticos das pesquisas de intenção de voto. Lula disse que ainda não tem uma visão correta dos fatores, mas destacou dois: “Muito otimismo da minha tropa e as denúncias do dossiê”. Ele voltou a classificar de “um desastre” a iniciativa de “um bando” de petistas que tentaram comprar dos irmãos Vedoin, chefes da máfia dos sanguessugas, textos e imagens que supostamente envolveriam candidatos tucanos com a quadrilha.

“Faltou um pouquinho de votos que vamos obter agora, no segundo turno”, disse o presidente candidato. Ele observou que nesta fase terá de trabalhar mais 20 dias na campanha. “Não vai ter férias, vai ter que trabalhar muito.” Lula disse que prefere deixar que a Polícia Federal, “que é menos propagandista e faz menos pirotecnia”, resolva a questão do dossiê. O presidente Lula disse também que aposta em um crescimento da economia do País de 5% a 6% nos próximos anos, considerando que “as bases da economia estão consolidadas.” Segundo Lula, a economia está sólida, a inflação controlada, e a política de juros, definitivamente caindo. “Acho improvável o Alckmin ganhar as eleições”, disse, falando ao vivo aos repórteres das emissoras, no Palácio da Alvorada, em Brasília. “Não tem nenhum brasileiro mais angustiado do que eu com o crescimento. Os juros vão cair gradativamente, até chegar num patamar”, afirmou, prevendo também que a agricultura vai ter “um salto de qualidade” e que, com a indústria crescendo, será possível ter um desenvolvimento forte. “Quando os americanos anunciam que os juros aumentam, é problema deles”, disse. Na avaliação do presidente, o “alicerce para a economia brasileira desenvolver está pronto”, mas ele fez a ressalva de que não existe “mágica” na economia. “Nós resolvemos não fazer mágica, mas colocar a economia para funcionar com respeitabilidade”, acrescentou.

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