09/11/2006 16h54 – Atualizado em 09/11/2006 16h54

Conesul News

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (8) que o próximo mandato será baseado em alianças institucionais com as legendas, descartando a negociação no varejo para receber os apoios políticos necessários.

“O governo vai ser composto de uma forma diferente. Nós não vamos fazer uma salada de frutas, ou seja, quero construir alianças por partidos políticos, quero discutir com seriedade, o que importa são as políticas publicas que o governo vai colocar em prática”, afirmou o presidente a jornalistas no encerramento Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica.

Lula tem insistido que não há pressa para anunciar a composição do ministério e nem mesmo a auxiliares muito próximos tem revelado preferência por nomes para compor o segundo mandato. ”Eu ainda não pensei em um único nome. Nem em quem fica, nem em quem vai entrar. Não vão ser as manchetes e notícias de que sai fulano e que entra beltrano que vão me fazer tirar ou colocar ministros. Vou fazer (as mudanças) com a tranqüilidade de quem precisa acertar”, declarou Lula.

Mas apesar da contundência da declaração, o presidente já fez sondagens para a montagem da nova equipe. Procurou, por exemplo, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter e o convidou a participar do governo, provavelmente no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no lugar de Luiz Fernando Furlan. Gerdau mandou sua assessoria divulgar nota negando o convite e confirmando a intenção do empresário de não ocupar nenhum cargo público.

Os espaços do PT Na outra ponta, a cúpula do PT tem feito pressões para manter os cargos que ocupa, apesar da retórica oficial de que é preciso deixar Lula ‘à vontade’. O PT ocupa 15 dos 34 ministérios e não admite perder postos considerados estratégicos, como Desenvolvimento Agrário, Educação e Planejamento.

O PT perderá espaço no governo, mas manterá ministérios importantes. Vários ministros devem permanecer, como Tarso Genro (Relações Institucionais), Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Marinho (Trabalho).

A incerteza é sobre quais pastas estes ministros encabeçarão. Por enquanto, há apenas um movimento forte para que Guido Mantega continue à frente do Ministério da Fazenda.

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