05/08/2019 16h41

Movimento realizará caminhada amanhã cedo em direção à Câmara de Vereadores para cobrar do poder público apoio na questão das mães que sofrem com partos no Hospital Auxiliadora

Gisele Berto

Acontecerá amanhã, 6, às 7h, uma caminhada promovida pelo movimento Mães Unidas, em direção à Câmara de Vereadores de Três Lagoas.

O objetivo da caminhada “Parto Forçado não é Parto Humanizado” é cobrar apoio do poder público em relação às denúncias contra o setor de maternidade no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.

O movimento se fortaleceu depois da morte de um bebê no último dia 23. A mãe, Silvia Iris Ribeiro Pereira, denunciou que o bebê teria caído em uma bacia sem ser aparado pela médica.

Depois da morte do recém-nascido, várias mães procuraram o Perfil News e o Movimento Mães Unidas para denunciar supostos casos de negligência e maus tratos.

REUNIÃO NO AUXILIADORA

Na última quinta-feira, 1, representantes do Hospital Auxiliadora, do Movimento Mães Unidas e da Secretaria de Saúde de Três Lagoas se reuniram no Hospital para tratar da morte do bebê e outras denúncias de partos forçados.

De acordo nota publicada pelo Movimento, a reunião não teria trazido nenhum fato novo e apenas teria acontecido para o Hospital “ganhar tempo” e esperar o enfraquecimento do movimento.

O Hospital teria prometido uma Sindicância Interna para apurar as causas da morte do bebê de Sílvia, mas não teria dado um prazo para os resultados dessa sindicância serem publicados.

“O Grupo Mães Unidas, com assessoria de profissionais da saúde, encaminhará ao Hospital Auxiliadora e à Secretaria Municipal da Saúde um documento norteador, propondo ações e estratégias, visando uma melhor integração entre as duas instituições, para minimizar contradições e falhas referentes às parturientes, com foco nas mães cujo pré-natal seja realizados nas UBS”, afirmou o Movimento, em nota divulgada pelo facebook.

Além disso, o Mães Unidas afirma que oferecerá às mães com histórico de partos mal sucedidos apoio psicológico para minimizar as sequelas e as dores físicas e emocionais, decorrentes dos traumas do pós-parto. “Assim também como dar assistência medica com prioridade aos bebes que nascem com sequelas”, conclui”.

Em nota, o Hospital Auxiliadora teria afirmado às representantes do movimento que o Hospital, “por meio do corpo clínico, equipe assistencial e administração, juntamente com a secretaria municipal de saúde, conselho municipal de saúde e grupo “Mães Unidas”, encontraram-se para dialogar sobre as últimas publicações da maternidade da instituição. Na ocasião, a equipe do hospital fez uma apresentação sobre as boas práticas realizadas para o atendimento, assim como os indicadores com análises sobre os partos, taxas de natalidade e mortalidade. Houve uma troca de informações, e o Hospital informou que foi instaurada uma sindicância interna para investigação”.

Reunião aconteceu no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora na última quinta-feira. Foto recebida por WhatsApp

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