19/11/2006 17h48 – Atualizado em 19/11/2006 17h48

Estadão.com.br

Abraços fortes desejando aos candidatos sorte na prova, lágrimas nos olhos, muito nervosismo. Esse era o clima entre os estudantes que iam prestar vestibular para medicina na Universidade Federal da Bahia (UFBA), na manhã deste domingo, e estavam realizando a primeira fase do concurso que vai selecionar os novos alunos de 2007. São oferecidas 4.866 vagas em 82 opções de cursos no vestibular conjunto com a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Apenas para a UFBA são 40.486 inscritos.

Antes da prova, as expectativas em geral eram as melhores. Ana Paula Santos, 18 anos, não esperava uma prova muito difícil, lembrando que esse poderia ser o último vestibular da UFBA. “A proposta da universidade é que o aluno saiba um pouco de tudo, exercendo a interdisciplinaridade”. Ela concluiu o 3º ano na Escola Estadual Manuel Novaes, ano passado, e durante esse ano estudou no cursinho pré-vestibular Sagrado, com o objetivo de conquistar uma vaga no curso de História.

Os portões foram fechados pontualmente às 7h50 simultaneamente nos 34 locais de prova de Salvador e nos 17 estabelecimentos localizados em 12 cidades do interior, onde existem campi da UFBA e da UFRB. Neste domingo foram realizadas as provas de Português e de Ciências Naturais. Na segunda serão feitas as provas de Matemática, Ciências Humanas e Língua Estrangeira. Os cursos mais concorridos, depois de medicina e direito, são psicologia e enfermagem.

Na saída, Fernanda avaliou que a prova foi boa, com muitas questões recheadas de fatos atuais e cotidianos. “A interdisciplinaridade foi muito grande, foram cobrados variados assuntos interligados. A prova de Português explorou várias obras literárias e apresentou um texto atual e fácil, porém com conteúdo. Quem fez cursinho e aprendeu, sabe que caiu o que foi estudado”, assegurou.

Segundo Nelson Andrade, diretor do Serviço de Seleção, órgão responsável pela execução do vestibular, os problemas ocorrem quando os acompanhantes do vestibulando não atentam para o horário de fechamento do portão, ficando retidos dentro do local da prova. Também destaca o caso dos alunos que chegam atrasados e encontram o portão fechado à sua frente, onde permanecem insistindo para entrar. Pode até ocorrer desacato aos coordenadores, nessas situações.

O número de estudantes ausentes foi 1042 em Salvador e 182 no interior. Isso significa um total de 3,7% de ausência, que diminuiu em relação ao ano passado, quando foi de 6,38%. Também ocorreu um alto número de ausência de fiscais, causando um remanejamento às pressas. “Faz parte do processo, mas já estávamos preparados para agir”, lembra Andrade.

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