13/10/2015 08h43 – Atualizado em 13/10/2015 08h43

Andresistas de carteirinha, Carlos Marun e Geraldo Resende adotaram postura independente na Câmara dos Deputados, deixando de seguir orientação da bancada do PMDB, que depois de ganhar mais um ministério tenta amenizar a crise institucional com o governo da presidente Dilma. Aliás, os dois representantes sul-mato-grossenses agora defendem com unhas e dentes o impeachment da petista, depois de fazer das tripas, coração para reelegê-la. Se avisaram ao ex-governador que querem a cabeça da “fada-madrinha”, ninguém sabe.

ARCO E FLECHA

Não chamem para sentar a mesma mesa deputados da bancada ruralista e representantes do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) se não quer correr o risco de entrar num fogo cruzado dos diabos. Ocorre que o clima entre os dois segmentos, se já não era bom, piorou depois que a Assembleia Legislativa criou uma CPI para investigar se o órgão tem participação nas invasões de terras em Mato Grosso do Sul. Não é à toa que o site da instituição tem dado amplo destaque a queda de braço com os fazendeiros em solo sul-mato-grossense.

REAÇÃO

Uma das notas em destaque no site do Cimi atesta que no Congresso tramitam atualmente inúmeras propostas que atacam frontalmente os direitos indígenas garantidos na Constituição de 1988. “Quem são os interessados em restringir esses direitos? Parlamentares da bancada ruralista, a maioria deles grandes proprietários de terra, que, legislando em favor de si próprios, cobiçam terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação. Eles querem aprofundar o poder oligárquico que sempre marcou a história do país, e consolidar de vez o Brasil como uma República dos Ruralistas”, diz o texto provocante.

REVÉS

Mesmo diante do forte desgaste político decorrente do escândalo da Operação Lama Asfáltica, desencadeada em julho deste ano para investigar denúncias de corrupção com dinheiro público envolvendo alguns correligionários, o deputado estadual Marquinhos Trad teria voltado a conversar na tentativa de convencer o PMDB a apoiar à sua candidatura à Prefeitura de Campo Grande em 2016. A relação de convivência entre o deputado e cabeças coroadas do partido está estremecida há anos, a ponto de ele se tornar independente na Assembleia Legislativa desde que exerceu seu primeiro mandato.

ZIGUE-ZAGUE

A culpa pode até não ser completamente do prefeito Alcides Bernal (PP), uma vez que o progressista foi nocauteado pelo conchavo da Câmara de Vereadores quando ainda planejava arrumar Campo Grande, mas a buraqueira incomoda a população nos quatros cantos da cidade, principalmente quem possui veículos e precisa passar todos os dias pelo mesmo local. Na Avenida Três Barras, por exemplo, manifestantes fizeram círculos de branco em volta para alertar os motoristas que por ali tem crateras, ao mesmo tempo em que chamam atenção do poder público.

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