22/10/2013 06h44 – Atualizado em 22/10/2013 06h44

Mandetta alega que Gisa foi contratado porque outros softwares não se comunicavam

O deputado garantiu que o sistema de Gerenciamento de Informações em Saúde foi adquirido porque os cerca de 320 softwares oferecidos pelo Ministério da Saúde não se comunicavam, o que, segundo ele, prejudicava o atendimento aos pacientes

Da Redação

O deputado federal, Luiz Henrique Mandetta, foi ouvido na tarde desta segunda-feira (21) e garantiu que o sistema de Gerenciamento de Informações em Saúde foi adquirido porque os cerca de 320 softwares oferecidos pelo Ministério da Saúde não se comunicavam, o que, segundo ele, prejudicava o atendimento aos pacientes. O Gisa foi adquirido pela Prefeitura Municipal do Consórcio Telemídia e Technology International em 2008, por quase R$ 10 milhões, por meio de recursos próprios e também provenientes do Governo Federal.

Segundo Luiz Henrique Mandetta, que na época da contratação do Gisa respondia pela Secretária Municipal de Saúde de Campo Grande, o sistema usado pela Sesau era inadequado e por isso a necessidade de se contratar um novo software. “Os dados cadastrais não se comunicavam, o que prejudicava o atendimento às pessoas. Os softwares oferecidos pelo Governo Federal também tinham essa limitação”, declarou.

De acordo com o deputado federal, em 2008 o Governo Federal decide implantar a rede nacional de saúde e Campo Grande é uma das cidades escolhidas. “Tínhamos uma rede muito boa e o Ministério da Saúde decidiu que Campo Grande seria um dos municípios pioneiros na implantação desse projeto, que poderia posteriormente ser expandido para outras cidades do Brasil. Os recursos foram liberados pelo Departamento de Regulação, Auditoria e Controle do Ministério da Saúde”, destacou.

O deputado Lauro Davi questionou Luiz Henrique Mandetta sobre o Código Fonte, que até hoje não foi fornecido pelo Consórcio Telemídia à Prefeitura Municipal. “Participei da contratação do Gisa e três ou quatro meses deixei a Sesau. A grande celeuma é que o contrato fala disponibilizar, mas não esclarece que o Código Fonte deveria ser entregue ou se o termo significa que o Código Fonte ficaria disponível em uma empresa que o fornecesse no caso de uma necessidade. Fiquei sabendo que a Alerte ingressou no Consórcio com a Telemídia”, comentou.

Porém, os deputados rebateram Luiz Henrique Mandetta dizendo que o contrato previa a entrega do Código Fonte para possíveis alterações. Sobre denúncias de que Luiz Henrique Mandetta viajou para Portugal com representantes da Telemídia, o ex-secretário garante que ficou dois dias para conhecer a estrutura da empresa. Já em relação às reclamações de que o sistema não funciona porque seria lento demais, o deputado federal garantiu que o mais correto seria contratar uma auditoria para verificar o que realmente está acontecendo.

Para o deputado estadual Amarildo Cruz, presidente da CPI da Saúde em MS, ficou claro que a empresa Alerte ingressou no contrato entre a Telemídia e a Prefeitura Municipal, e acabou prejudicando a entrega do Código Fonte. “Está expresso no contrato que a Alerte não iria entregar o Código Fonte, ou seja, a Prefeitura aceitou o ingresso dessa empresa mesmo sabendo que o Código Fonte não seria entregue, e o pior, pagou a maioria dos serviços mesmo sem o software funcionar”, alertou.

(*)Com informações de Assessoria de Comunicação

Em 2008 o Governo Federal decide implantar a rede nacional de saúde e Campo Grande é uma das cidades escolhidas (Foto: Divulgação/Assecom)

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